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Uma das características da gestão do petista Tião Viana desde a sua primeira posse, em 2011, é colocar como seus auxiliares diretos membros da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Neste segundo mandato a presença de procuradores foi ainda mais intensificada. Um dos exemplos mais evidentes foi a escolha de seu secretário de Saúde, Armando Melo, além de sua própria vice, Nazaré Araújo, procuradora de carreira.
Segundo informações, esta opção do governador se dá pela necessidade de conferir o respaldo legal das principais tomadas de decisões dentro de seu gabinete, e outros órgãos mais próximos. A boa experiência destes procuradores em direito público e nas normas da administração estatal dá a Viana a garantia de que suas canetadas não sofram nenhum tipo de questionamento por parte da fiscalização externa.

A chefe da Casa Civil, Márcia Regina, também é procuradora do Estado, e ocupa a função desde 2011, após ficar dois anos como secretária de Segurança de Binho Marques (2007-2010). Apontada como a mulher forte da gestão Viana, ela costuma centralizar as decisões de governo numa equipe técnica qualificada.
Também nesta cota está Edson Manchini, que até o ano passado era chefe da Controladoria Geral do Estado (CGE). Esta semana foi nomeado para exercer a função de ordenador de despesa do gabinete de Nazaré Araújo. Desde o início do ciclo petista à frente do Palácio Rio Branco, esta é a primeira vez que a PGE tem sido usada com mais intensidade para atuar diretamente dentro do governo.