O rio Juruá registra nesta terça-feira, 28, a marca de 13,75 metros,e a Prefeitura de Cruzeiro do Sul iniciou a retirada, para os abrigos, das pessoas atingidas pela cheia. A primeira famĂlia já foi instalada na escola Padre Arnold, um dos abrigos montados para receber os desabrigados. Outras duas famĂlias foram retiradas de suas casas na segunda-feira, 27, e encaminhadas para residĂŞncias de parentes.
As águas já alcançam 23.744 pessoas de 5.936 famĂlias em 29 bairros, localidades rurais e vilas. 17 residĂŞncias em Cruzeiro do Sul já tiveram a energia elĂ©trica cortada para evitar acidentes.
O prefeito Zequinha Lima esteve no bairro do Miritizal acompanhando de perto a situação das áreas atingidas pela cheia do Rio Juruá, acompanhado do comandante do Corpo de Bombeiros, major Josadac Cavalcante, do coordenador da Defesa Civil, JĂşnior Damasceno, da secretária municipal de AssistĂŞncia Social, Milca Santos, do vereador da localidade JosĂ© Roberto, alĂ©m de equipes tĂ©cnicas do municĂpio.
A Prefeitura , através da Secretaria Municipal de Assistência Social, estruturou uma rede de apoio para atender a população afetada, com cinco unidades escolares prontas para funcionar como abrigos emergenciais: Padre Arnold, Corazita Negreiros, Thaumaturgo de Azevedo, Chapanhat e Madre Adelgundes Becker.
Entre os grupos acompanhados estĂŁo famĂlias indĂgenas do bairro Miritizal, onde mais de 100 pessoas, de 13 famĂlias, já estĂŁo sendo monitoradas pelas equipes do municĂpio, e serĂŁo levadas para escola Madre Adelgundes, se necessário.
“A AssistĂŞncia Social já organizou toda a estrutura necessária para acolher as famĂlias. Estamos com as escolas prontas,equipes mobilizadas e acompanhamento direto das famĂlias mais vulneráveis, incluindo as comunidades indĂgenas. Nosso objetivo Ă© garantir abrigo, alimentação e todo o suporte necessário para que essas pessoas passem por esse momento com dignidade e segurança”, destacou a secretária Milca Santos.
Durante a vistoria, o prefeito destacou que o municĂpio enfrenta uma situação recorrente, sendo esta a quinta elevação significativa do rio somente neste ano.
“Estamos na quinta alagação deste ano e, mesmo com pouco tempo desde a Ăşltima cheia, o rio voltou a subir rapidamente por conta das chuvas nos municĂpios vizinhos e nos igarapĂ©s que deságuam no Juruá. Já temos bairros afetados, famĂlias fora de casa e equipes mobilizadas em campo. Nosso trabalho Ă© permanente, com monitoramento dia e noite, para garantir a segurança da população e agir com rapidez sempre que necessário”, afirmou o prefeito.
Ação integrada e monitoramento constante
O coordenador da Defesa Civil, JĂşnior Damasceno, explicou que o municĂpio já vem executando o plano de contingĂŞncia desde o inĂcio do ano, diante das sucessivas elevações do rio.Segundo ele, mesmo sendo uma situação considerada atĂpica, as equipes estĂŁo preparadas e atuando de forma integrada com os demais ĂłrgĂŁos.
“Nosso plano de contingĂŞncia foi elaborado ainda no ano passado e vem sendo colocado em prática desde fevereiro, quando tivemos a primeira elevação do rio. Estamos com equipes de prontidĂŁo, atuando por via fluvial e terrestre, realizando monitoramento constante e preparados para retirar famĂlias a qualquer momento. É um trabalho conjunto entre Prefeitura, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros para garantir resposta rápida Ă população”, explicou.
Cuidados e orientações à população
O comandante do Corpo de Bombeiros, major Josadac Cavalcante, reforçou os principais cuidados que a população deve adotar neste perĂodo de cheia, especialmente nas áreas ribeirinhas.
“Com a elevação das águas, muitos animais peçonhentos acabam entrando nas residências em busca de abrigo, o que exige atenção redobrada dos moradores. Também há aumento do risco de acidentes, principalmente com crianças, já que muitas casas passam a ter acesso por trapiches. A orientação é manter os ambientes protegidos, observar constantemente as crianças e evitar situações de risco que possam levar a afogamentos ou outros acidentes”, alertou.
Veja os bairros que localidades afetadas:
Total de bairros afetados: 11
- Remanso, Várzea, Olivença, Mitirizal, Beira Rio, Lagoa, Manoel Terças, Cruzeirinho Novo, São Salvador, Saboeiro, Centro
Total de comunidades rurais afetadas: 15
- Centrinho, Tapiri, Humaitá do Moa, Praia Grande, Laguinho, Florianópolis, Laguinho do Carvão, Estirão do Remanso, São Luiz/Lago do Sacado, Simpatia, Ramal do Escondido, Boca do Moa, Tatajuba, Muju e Uruburetama
Vilas afetadas: 03
- Lagoinha
- Assis Brasil
- Santa Rosa
Rios afetados: 04
- Juruá Mirim, ValparaĂso, Rio Liberdade e Rio Campinas










