A reportagem da ContilNet recebeu uma denúncia do produtor rural e um dos membros da Associação da Comunidade Serraria, Antônio Lima, sobre um possível desvio da verba a respeito do Projeto de Desenvolvimento Comunitário (PDC).

“Barco” comprado para que os produtores carreguem toneladas /Foto: ContilNet
Segundo ele, as comunidades Porto Alegre e Serraria, localizadas no município de Sena Madureira, foram contemplados com uma verba de R$100 mil para a compra de materiais necessários para a produção rural.
“Em reunião com representes da Seaprof ficou acordado que cada comunidade ficaria com R$ 50 mil. Sendo que a verba seria administrada pela Associação do Porto Alegre, inscrita no CNPJ 03.145.972/0001-62, na Pessoa do seu presidente, o senhor Rivelino Nascimento de Souza. Cada comunidade decidiu em que seria aplicado o dinheiro. Porém um certo dia o senhor ‘Jhonata’, funcionário da Seaprof, me ligou dizendo que o dinheiro não seria suficiente para a compra de todo o material. O mais estranho é que ainda assim, compraram o material todo irregular, o que nos trouxe bastante prejuízo”, disse.
Ainda de acordo com Antônio, foi realizada uma licitação e a Empresa D L RAMOS – ME, inscrita no CNPJ 05.146.814/0001-52, na pessoa do senhor Derli Luiz Ramos, venceu e foi contratada para fazer a aquisição do material. Conforme informou o produtor, foram comprados quatro bezerros, que teriam sido identificados por um engenheiro no projeto como, “boi manso e sadio com idade entre 12 e 18 meses”.
“Todo mundo sabe que não existe boi manso dessa idade, até hoje estamos sem condições de trabalho. Pedimos também um barco em madeira de lei com capacidade para 5 toneladas e nos entregaram um casco de barco com medias impróprias com capacidade para apenas duas toneladas”, disse Lima.
O produtor relata ainda que tem em posse, documentos que comprovam gastos superiores a 109 mil reais, e na licitação o número apresentado é de apenas R$ 63.290,00.
“Cadê os outros R$ 46 mil? Porque o material não foi comprado de maneira correta? Já procurei várias vezes a senhora Lucinda, gerente do Proacre e nada foi resolvido, o senhor Derli que teria assumido a responsabilidade, mas até agora nada foi feito”, finalizou.
A reportagem tentou entrar em contato com a senhora “Lucinda”, assim como o empresário Derli Luiz Ramos, no entanto até o fechamento desta reportagem nenhum deles atendeu às nossas ligações.
