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Wania Pinheiro

Quem se diz jornalista e acusa sem provas terá de responder na Justiça

Por Wania Pinheiro, ContilNet 18/09/2026 11:54 Atualizado em 18/09/2026 16:17
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Há um limite que não pode ser ultrapassado por ninguém, muito menos por quem se apresenta à sociedade como jornalista: o limite entre o exercício legítimo da crítica e o ataque deliberado à honra de uma pessoa.

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Liberdade de imprensa é um dos pilares de uma sociedade democrática. Mas liberdade de imprensa não significa liberdade para acusar sem provas, espalhar informações falsas ou transformar um espaço de comunicação em instrumento de perseguição pessoal.

Quem faz uma acusação grave precisa estar preparado para responder por ela.

No Acre, como em qualquer lugar, pessoas públicas e privadas podem ser criticadas. Podem ter seus atos questionados. Podem ser cobradas. O jornalismo tem, inclusive, o dever de fiscalizar o poder e investigar fatos de interesse público.

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O que não pode ser confundido com jornalismo é a tentativa sistemática de destruir reputações por meio de acusações que não conseguem ser sustentadas por provas.

E quando isso acontece, existe um caminho civilizado, democrático e institucional: a Justiça.

Não cabe a ninguém fazer justiça com as próprias mãos. Cabe à pessoa atingida reunir documentos, preservar publicações, registrar os fatos e procurar seus advogados para avaliar as medidas judiciais cabíveis.

É exatamente isso que precisa acontecer quando a honra de alguém é atacada.

Quem publica uma acusação deve saber que, por trás de uma tela, existe uma pessoa de verdade. Existe uma história. Existe uma família. Existe uma trajetória construída, muitas vezes, durante décadas de trabalho.

Reputação não nasce de um dia para o outro. É construída com esforço. E não pode ser destruída impunemente por alguém que acredita que uma página na internet lhe dá o direito de dizer qualquer coisa.

Também não se deve dar publicidade gratuita a quem vive da provocação. Há pessoas que parecem encontrar no ataque aos outros a única maneira de chamar atenção para si mesmas.

Comigo, esse caminho acabou.

Não haverá troca de insultos. Não haverá guerra de redes sociais. Não haverá espetáculo.

Haverá documentos, advogados e Justiça.

Se existem acusações contra mim, que sejam apresentadas com provas. Se alguém afirma que cometi alguma irregularidade, que demonstre onde, quando e como isso teria acontecido.

É simples.

Acusou? Prove.

Publicou? Responda.

Afirmou? Sustente diante da Justiça.

É assim que deve funcionar uma sociedade democrática.

E é justamente por acreditar nas instituições que, diante de ataques que considero injustos e ofensivos à minha honra, escolho o caminho institucional. Cada publicação pode ser preservada. Cada acusação pode ser analisada. Cada excesso pode ser levado ao conhecimento das autoridades competentes.

Não quero a luz de ninguém para iluminar a minha trajetória. Tenho a minha própria história, construída com trabalho, erros, acertos, dificuldades e conquistas.

Também não pretendo transformar quem me ataca em personagem da minha vida.

Quem quiser publicidade às minhas custas terá de procurar outro caminho.

Minha resposta será outra: trabalho, verdade e Justiça.

E que cada pessoa que se sinta vítima de ataques semelhantes faça o mesmo. Não é preciso responder à violência verbal com outra violência. Não é preciso descer ao nível de quem agride.

É preciso guardar as provas e procurar os meios legais.

A democracia não protege apenas quem fala. Ela também protege quem é atingido pelo que é dito.

E quando a liberdade de expressão é usada como argumento para justificar acusações sem fundamento, cabe às instituições estabelecer os limites previstos em lei.

A Justiça existe exatamente para isso.

Deus não dorme. E quem acredita na Justiça também não precisa se desesperar.

Desta vez, a resposta não virá pelas redes sociais.

Virão pelos autos.

Até breve.

Na Justiça.

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