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Política

Vorcaro relata ameaças e cita chefe da PF em depoimento ao STF

Por Metrópoles 03/09/2026 12:40
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O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relatou ter recebido ameaças e fez acusações contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante depoimento prestado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do Metrópoles.

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Segundo informações publicadas pelo Metrópoles, Vorcaro afirmou que Andrei estaria entre os nomes que seriam mencionados caso sua proposta de colaboração premiada tivesse avançado. O banqueiro atribuiu ao chefe da PF parte da resistência à negociação, alegando que ele próprio seria exposto no acordo.

Durante a oitiva, realizada em 27 de agosto, Vorcaro também fez referências a viagens e despesas que, segundo seu relato, teriam sido pagas em benefício de Andrei Rodrigues. No entanto, conforme o Metrópoles, o banqueiro não apresentou provas dessas afirmações durante o depoimento.

A oitiva foi realizada diretamente da Papudinha, onde Vorcaro está preso preventivamente, e conduzida por João Azambuja, juiz auxiliar do gabinete de André Mendonça. Dois advogados do banqueiro acompanharam o depoimento, além de um integrante do Ministério Público.

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Vorcaro também relatou supostas intimidações, tortura psicológica e tratamento desumano durante transferências entre unidades prisionais. Ele afirmou ainda que familiares, incluindo a mãe e a irmã, teriam sido alvo de ameaças.

PGR pediu arquivamento

Na quarta-feira (2), a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou pelo arquivamento da petição aberta após os relatos de ameaças e intimidações apresentados por Vorcaro.

No parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o depoimento prestado ao gabinete de Mendonça não apresentou fatos concretos ou elementos mínimos que justificassem a abertura de uma investigação.

Gonet também destacou que a proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa de Vorcaro já havia sido rejeitada pela Polícia Federal e pela própria PGR. Segundo ele, as informações oferecidas pelo banqueiro não acrescentariam elementos inéditos às investigações.

Para o procurador-geral, o novo depoimento também não trouxe provas capazes de modificar os fundamentos que levaram à rejeição da colaboração ou demonstrar que a decisão de não aceitar o acordo tenha sido indevida.

A PGR ressaltou ainda que Vorcaro não teria conhecimento de todo o conjunto de provas já reunido pelos investigadores. Dessa forma, informações que ele considera novas poderiam já estar em posse da PF, reduzindo sua utilidade para uma eventual colaboração.

 

Conteúdo Original / Fonte: Metrópoles
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