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Política

Zema acusa Lula de ilícito eleitoral por pedir votos em convenção

Por Fhagner Soares, ContilNet 01/08/2026 21:32
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O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de cometer ilícito eleitoral por realizar pedido explícito de votos durante evento partidário neste sábado (1º/8). Pela legislação eleitoral vigente, a propaganda com pedido formal de voto é autorizada apenas a partir do dia 16 de agosto.

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As declarações do ex-governador de Minas Gerais foram publicadas em suas redes sociais após a participação de Lula na convenção do PT na Bahia, que oficializou a candidatura de Jerônimo Rodrigues ao governo estadual. Na ocasião, o presidente pediu votos para si e para os pré-candidatos do partido ao Senado, Jaques Wagner e Rui Costa.

“Então, depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança”, declarou o presidente durante o discurso na capital baiana.

Ao comentar o trecho da transmissão, Zema afirmou que o petista cometeu “um ato ilícito eleitoral, pedindo voto de maneira escancarada” e direcionou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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“Será que o STF vai lançar uma candidatura própria ou vai continuar na coligação com o PT? Porque é isso que tá parecendo. Enquanto isso, eu sou processado e investigado por fazer vídeo com fantoche”, reclamou o ex-governador, em referência a um inquérito em que é investigado por publicar material satírico utilizando bonecos para simular diálogos entre ministros da Suprema Corte.

Zema também criticou a presença e o apoio de Lula ao senador Jaques Wagner (PT-BA), citando as investigações da Polícia Federal sobre supostos repasses financeiros envolvendo o parlamentar e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“Pior do que isso é o Lula chamar o Jaques Wagner de líder do governo no Senado. Só que esse líder é exatamente o mesmo cara que a Polícia Federal tá investigando, suspeito de ter recebido 3 milhões e meio de reais e um apartamento de luxo do dono do Banco Master”, completou Zema na publicação.

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