11/09/2026

Planos de saúde terão que cobrir mamografia digital sem limite de idade

Nova regra da ANS começa em 1º de outubro e garante o exame sempre que houver indicação médica

Por Redação ContilNet
A mamografia digital ─ versão mais avançada do exame convencional ─ é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama — Foto: José Cruz/Agência Brasil

A partir de 1º de outubro, os planos de saúde terão que cobrir a mamografia digital para pessoas de qualquer idade, desde que exista indicação médica. A mudança encerra a atual restrição, que torna obrigatória a cobertura do exame apenas para mulheres entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). Com a nova regra, a cobertura passa a considerar a necessidade clínica do paciente, e não uma faixa etária específica.

A mamografia digital é considerada uma das principais ferramentas para a detecção precoce do câncer de mama e pode identificar alterações antes mesmo que sejam percebidas pelo toque.

Exame para todas as pessoas

A ampliação da cobertura também vale para pessoas de qualquer gênero. Com isso, a regra passa a incluir, por exemplo, pessoas não binárias que tenham indicação médica para realizar o exame.

A mudança foi discutida pela Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde), que analisou a retirada da limitação de idade.

Durante as discussões, a maioria dos integrantes da comissão considerou que a mamografia digital já está consolidada como padrão de cuidado no acompanhamento e diagnóstico do câncer de mama e avaliou que a restrição poderia atrasar o acesso ao diagnóstico.

Mamografia digital

A mamografia digital é uma versão mais avançada do exame convencional. Entre as características da modalidade estão o armazenamento das imagens em formato digital, que facilita a comparação de exames ao longo do tempo e a avaliação por diferentes especialistas.

O exame também permite menor tempo de compressão da mama e menor exposição à radiação em comparação com métodos convencionais, conforme as características do procedimento.

Câncer de mama

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o Brasil tenha cerca de 73,6 mil novos casos de câncer de mama por ano.

A identificação da doença em estágio inicial aumenta as possibilidades de tratamento e pode diminuir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

A mudança da ANS entra em vigor justamente em outubro, mês marcado por campanhas de conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, conhecido como Outubro Rosa.

Conteúdo Original / Fonte: Extra

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