Questionado sobre o por que matou o pai da Suzane, Daniel Cravinhos explicou:
“Não tem como apontar um único motivo. Eu era tão idiota e imaturo na época que não tinha uma razão específica. Posso dizer que falhei não só com as vítimas, mas também com Andreas, com minha família e comigo mesmo. Se eu fosse homem e não um moleque, teria resolvido meus conflitos de outra forma”, falou.
Sobre a tese de que o casal teria planejado o crime porque os pais dela eram contra o namoro, Cravinhos classificou a motivação como “maior bobagem”.
“Isso é a maior bobagem que poderíamos apontar como motivação. As razões são um conjunto de fatores que incluem paixão, possessão, irresponsabilidade, impulsividade, descontrole, inconsequência, raiva, imaturidade e cegueira”, disse ele.
E completou: “Suzane mentiu, dizendo que o pai dela deu apenas um tapa em seu rosto. A verdade é que ela sofreu uma série de agressões em casa. Não estou justificando o crime, apenas relatando um fato que testemunhei”.
O ex-detento também abriu o jogo sobre a tese de que teria sido manipulado por Suzane para cometer o crime.
“Depois de tanto tempo, não é mais possível sustentar essa ideia. Não vou minimizar o que fiz. Muito menos serei um canalha e jogarei a culpa toda para cima dela. Nós três (Suzane, Daniel e Cristian Cravinhos, irmão dele) temos encargos iguais no crime. Essa é a verdade”, afirmou.
“A ideia foi minha e de Suzane. Não sou oportunista para, nesse estágio da vida, tirar o meu corpo fora para diminuir as minhas responsabilidades. Meu maior dilema é justamente esse: como fiz algo tão terrível sem ter sido forçado por ninguém?”, acrescentou.