Humorista participou do programa ‘Encontro’ nesta quarta-feira (15/07) e relembrou a convivência e a amizade com Didi, Mussum e Zacarias.
O veterano do humor brasileiro Dedé Santana emocionou o público e os apresentadores do programa Encontro, da TV Globo, na manhã desta quarta-feira (15/07).
Ao rever cenas marcantes do clássico humorístico Os Trapalhões, o artista não escondeu as lágrimas e revelou o tamanho da saudade que sente de seus antigos companheiros de tela.
De acordo com informações da jornalista Camilla Germano, do portal Metrópoles, Dedé exaltou a química do quarteto e relembrou momentos marcantes de bastidores.
Durante a conversa, o humorista celebrou a impressionante marca de 62 anos de amizade com Renato Aragão, o Didi. Dedé relatou que os dois residem próximos atualmente e que a emoção é inevitável a cada novo encontro.
“São 62 anos de amizade. Toda vez que eu vou na casa dele, porque agora a gente não mora longe um do outro, eu me emociono muito, e ele também. A gente se abraça, chora e lembra do nosso começo, que realmente foi muito difícil”, compartilhou Dedé em seu depoimento à atração matinal da Globo.
O papel de cada um no quarteto
Ao analisar a dinâmica que consagrou Os Trapalhões como um dos maiores fenômenos de audiência da história da televisão nacional, Dedé destacou as funções e personalidades de cada integrante do grupo. Para ele, Zacarias era a mente equilibrada e um talento dramático incomparável dentro do conjunto.
“O Zacarias era o grande ator do grupo e o grande conselheiro. De vez em quando tinha umas coisinhas entre a gente, e o Zacarias era o apaziguador disso aí”, revelou ao Metrópoles.
Sobre Mussum, Dedé foi categórico ao exaltar sua veia cômica natural: “O Mussum, para mim, era o grande comediante da turma, aquele improvisador”. Já ao definir a si próprio e a Renato Aragão, ele usou as origens circenses como referência. “Dedé e Didi são dois palhaços de circo. A gente sabe dar uma piada. Se contar de qualquer jeito, você não ri. Mas, se contar com o tempo certo, aí você vai rir.”
A saudade que permanece
No encerramento de sua participação, o eterno trapalhão abriu o coração sobre o peso da ausência de seus velhos amigos de palco. Mussum faleceu em 1994 e Zacarias nos deixou em 1990, perdas que ainda hoje são sentidas por milhões de brasileiros.
“Eu confesso a vocês: sinto muita falta dos meus amigos Trapalhões. Quando eu vejo essas imagens, elas tocam direto no meu coração. E acredito que também tocam o coração de muitas pessoas”, concluiu o comediante, arrancando aplausos da plateia e comovendo as redes sociais com sua sinceridade.
