Fábio Porchat interrompeu o entrevistado para entender por que ele estudava russo. “É que era obrigatório estudar língua estrangeira. Inglês estava com a turma lotada, espanhol muito mais. Até grego estava lotado. Só sobrou russo”, brincou.
Em determinado momento, Moreno precisou tirar a roupa, por ordem policial. E foi imobilizado pelos seguranças quando se estressou com a pergunta: “Por que você não trouxe o documento do carro?”. Em seguida, ele precisou fazer o juramento do físico.
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“A gente jura que não vai usar os conhecimentos para destruir o mundo, que usaremos com responsabilidade. Eu tive que jurar em inglês. O juramento deles tinha um a mais. ‘Não vou destruir o mundo e os Estados Unidos’. Os Estados Unidos ainda são mais importantes que o mundo, na visão deles. Depois disso, eles me devolveram a roupa, eu vesti e saí. Do lado de fora, eles estavam abrindo tudo que estava na minha mala e mochila”.
“Peguei tudo depois, me levaram para o aeroporto. Fui para Nova York, tinha comissários de voo que eram brasileiros e eles me explicaram que iranianos ameaçaram explodir o aeroporto. ‘Houve uma ameaça real de terrorismo. E você era o cara’, me disseram”, completou.