Quem costumava ir até a cidade de San Diego, na Califórnia, nos Estados Unidos, e via ruas e eventos recheados de estrelas, este ano terá um cenário diferente. Com o anúncio da primeira paralisação, em maio, a conjuntura para o tradicional evento começou a mudar. Até mesmo a expectativa com o “Barbenheimer” vai ficar apenas para os fãs, sem qualquer ator presente. A Disney foi a primeira a sair da programação do evento, no tradicional Hall H, o auditório principal da SDCC. Em seguida, suas subsidiárias Lucasfilm e Marvel Studios também anunciaram que estariam de fora. Netflix, Warner, HBO, Sony e Universal engrossaram a fila das desistências.
Assim, a San Diego Comic Con 2023 acaba voltando às origens, ou seja, dando espaço aos quadrinhos — como demonstra o nome (em tradução livre, Convenção de Quadrinhos de San Diego). O principal prêmio da indústria de HQs dos EUA, o Eisner, será entregue, assim como todos os anos, no evento, podendo ter ainda mais repercussão desta vez.
Os fãs de filmes e séries não ficarão inteiramente de mãos abanando. Estão mantidos painéis da animação “Tartarugas Ninja: caos mutante”, que estreia em agosto, do universo de Star Trek, dos próximos lançamentos da franquia “The walking dead” e do que vem pela frente em “John Wick”. Um vídeo do filme com a personagem Red Sonja (companheira de aventuras de “Conan, o Bárbaro”) também está na lista de possíveis novidades.