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Chacina na Bolívia: veja o que aconteceu no 1º dia de júri popular dos seis acusados

Por Marina, ContilNet Fonte: Redação ContilNet 08/08/2023 às 07:36

Fórum criminal de Rio Branco/Foto: ContilNet

Os acusados na chacina de uma família boliviana são réus em um júri popular que iniciou nesta segunda-feira (7). O crime ocorreu entre os municípios de Acrelândia e Plácido de Castro. Seis brasileiros são suspeitos de envolvimento no crime. Uma mulher boliviana e os dois filhos foram mortos a tiros depois que a filha de 14 anos foi estuprada por um acreano.

Os acusados são Gean Carlos Alves da Silva; José Francisco Mendes de Sousa; Geane Nascimento da Silva; Gean Carlos Nascimento da Silva; Gilvan Nascimento da Silva; Luciano Silva de Oliveira. Todos são da mesma família. O sétimo acusado, Gilvani Nascimento da Silva, de 19 anos, que teria sido o pivô de toda confusão que terminou em tragédia, foi assassinado a tiros no dia 6 de abril de 2021, em Rio Branco.

O júri ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco e analisa se os acusados cometeram crime de homicídio, ocultação de cadáver e corrupção de menores. O crime de estupro de vulnerável não será analisado porque o acusado, o pivô de toda confusão, foi assassinado em abril de 2021.

SAIBA MAIS: Polícia Civil faz operação e prende autores da chacina de família boliviana

Veja o que aconteceu no primeiro dia:

O promotor de Justiça Teotônio Rodrigues Soares Júnior, que vai fazer a acusação, disse que espera a condenação de todos os acusados, já que há provas do envolvimento dos seis. A adolescente é a principal testemunha. O julgamento começou por volta das 11h20 com o depoimento do pai da adolescente que foi estuprada.

O juiz começou questionado o que o pai sabe sobre o caso. Ele diz que o que sabe é que ocorreu um estupro contra a filha. Que trabalhava na Bolívia. Ele relata que no dia 12 de setembro deixou a filha com a família de José Francisco (um dos acusados), e saiu para trabalhar. Quando voltou, a esposa contou que a menina relatou o estupro e que foi ameaçada com uma faca.

A defesa iniciou perguntando se ele conhecia os acusados e se eles frequentavam a casa dele. Ele afirmou que os conhecia, mas que não frequentavam sua casa.

A adolescente que foi vítima de estupro foi ouvida nesta segunda-feira (7) e ela começou contando como foi o crime. Disse que o pai amarrou o acusado de estuprá-la. A adolescente contou que em nenhum momento o pai ameaçou o acusado de morte.

Um dos advogados de defesa apontou contradições no depoimento da menina. Juiz Alesson Braz fala que de fato tem algumas contradições no depoimento, mas que se trata de uma menina de 17 anos que passou por uma situação traumática envolvendo ela e a família.

A pedido da defesa, foi reproduzido o vídeo do primeiro depoimento da adolescente, quando ela tinha 14 anos.

Geovane, de 20 anos, é ouvido como informante. Ele disse que estava em casa, com criação de galinha. Foi quando chegou Zezinho avisando que o irmão estava amarrado. Ele pegou a moto e foi até ele. Geovane era adolescente na época do crime. Ele pegou dois anos e seis meses de reclusão em um centro socioeducativo e, por isso, hoje foi ouvido como informante.

Dasiana e Adélia Passos também foram ouvidas como informante e testemunha de defesa, respectivamente. Solange, que é ex-esposa de Francisco, um dos acusados, também foi ouvida.

As oitivas seguem acontecendo no 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco e deve ter duração de 4 dias.

As informações são do g1 Acre

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