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Estudante matou idoso após ele não se ajoelhar para pedir perdão, diz MP

Por Com informações Rondônia Ao Vivo 19/08/2026 18:40
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Uma estudante de medicina foi denunciada pelo Ministério Público de Rondônia pela morte de Odair Brustolin, de 68 anos, atingido por um carro dentro da própria residência, em Porto Velho. Segundo a acusação, momentos antes do crime, a mulher teria exigido que o idoso e seus familiares se ajoelhassem para pedir perdão.

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A denúncia foi aceita pela Justiça e tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri da capital rondoniense. A estudante responde por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e pelo uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima. O MP também considerou como agravante o fato de Odair ter mais de 60 anos.

O caso ocorreu em 1º de julho, no Centro de Porto Velho. Conforme os elementos reunidos no inquérito, a confusão começou depois que a estudante bateu o próprio carro no portão do condomínio onde morava e discutiu com outras pessoas.

Odair, que era vizinho do imóvel, teria passado pelo local, observado a situação e dito “vixe”. Segundo a denúncia, a reação chamou a atenção da estudante, que passou a discutir com o idoso.

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Ainda de acordo com o Ministério Público, a mulher foi até a residência da vítima, tocou repetidamente a campainha, proferiu xingamentos e arremessou garrafas de vidro contra o imóvel. Antes de sair, teria avisado aos moradores que retornaria.

Momentos depois, ela voltou dirigindo o carro e exigiu que Odair e os familiares se ajoelhassem na calçada para pedir perdão. Os parentes teriam tentado se desculpar para encerrar a discussão.

Odair, porém, explicou que não conseguia se ajoelhar porque tinha problemas físicos nos joelhos. A denúncia afirma que, após ouvir a resposta, a estudante entrou no veículo, deu marcha à ré para ganhar distância e avançou contra a residência.

O automóvel derrubou o portão, invadiu o imóvel e prensou o idoso contra a parede de um banheiro localizado na área externa. Odair morreu no local.

Após o ocorrido, a motorista deixou a região, mas foi presa em flagrante pela Polícia Militar horas depois. Conforme as informações divulgadas sobre o processo, ela permanece presa enquanto aguarda o andamento do caso.

Para o Ministério Público, a conduta atribuída à estudante foi “totalmente desproporcional” diante da situação que teria iniciado a discussão.

A defesa manifestou solidariedade às pessoas envolvidas e informou que a estudante passou por exames periciais. Os advogados aguardam o laudo sobre a condição psíquica e a capacidade mental da acusada no momento dos fatos para definir as próximas medidas. Ela ainda não foi julgada, e a responsabilidade criminal será decidida pela Justiça.

Conteúdo Original / Fonte: Com informações Rondônia Ao Vivo
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