Os Estados Unidos anunciaram que vão suspender temporariamente a cobrança de uma taxa que podia chegar a R$ 75 mil para turistas de cinco países classificados para a Copa do Mundo de 2026. A medida foi divulgada às vésperas do torneio e envolve torcedores que precisam solicitar visto para entrar no país.
A cobrança fazia parte de um programa migratório implementado pelo governo norte-americano desde 2025. Pela regra, visitantes de cerca de 50 países considerados com alto índice de permanência irregular precisavam pagar uma espécie de caução entre US$ 5 mil e US$ 15 mil para conseguir o visto de turismo ou negócios.
Agora, os turistas de Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia que comprarem ingressos da Copa e utilizarem o sistema “Fifa Pass” ficarão isentos da cobrança. O mecanismo foi criado para acelerar entrevistas e liberações de visto antes do torneio.
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Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o objetivo é facilitar a entrada de torcedores durante a competição, que será realizada entre junho e julho de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México.
A taxa vinha gerando críticas porque, além dos altos custos de passagens, hospedagem e ingressos, poderia dificultar a presença de torcedores africanos no Mundial. Em alguns casos, o valor da caução ultrapassava o equivalente a um carro popular no Brasil.
Mesmo com a flexibilização, algumas restrições seguem mantidas. Turistas do Irã e do Haiti continuam impedidos de entrar nos Estados Unidos, com exceção de atletas, membros de delegações e equipes ligadas diretamente à Copa do Mundo.
Com informações Exame
