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Médica fala sobre novo tratamento para fibrose pulmonar aprovado pela Anvisa

Por Anne Nascimento, ContilNet 08/09/2026 12:30 Atualizado em 08/09/2026 12:46
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A pneumologista Célia Rocha falou, nas redes sociais, nesta terça-feira (8), sobre uma nova opção de tratamento para pacientes com fibrose pulmonar, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a especialista, a nova terapia representa uma perspectiva importante para o tratamento de uma doença crônica e progressiva que, atualmente, não tem cura.

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“Agora, para a nossa felicidade, surgiu uma luz”, afirmou a médica ao destacar a nova alternativa terapêutica.

A fibrose pulmonar provoca o endurecimento progressivo do tecido dos pulmões e compromete a capacidade respiratória. Célia explica que o diagnóstico tardio pode agravar a evolução da doença, já que muitos pacientes demoram a procurar um especialista. “Tudo que se trata de forma hábil, se resolve. Tudo que se posterga, complica”, alertou.

Entre os sintomas mais comuns estão falta de ar, dificuldade para respirar, pressão no peito, dor nas costas e tosse, que pode ocorrer com ou sem secreção. Com a progressão da doença, o paciente pode perder cada vez mais a capacidade respiratória e chegar à necessidade de utilizar oxigênio continuamente.

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A médica explica que existem medicamentos utilizados atualmente para tentar retardar a evolução da fibrose. Entre eles estão a pirfenidona e o nintedanibe. Segundo Célia, essas terapias conseguem reduzir a velocidade de progressão da doença, mas não eliminam a condição.

“Eles realmente reduzem em 50% a progressão da doença, não evitam que ela acabe, mas reduzem”, explicou.

Nova opção

A nova terapia mencionada pela pneumologista é resultado de anos de pesquisas voltadas às doenças intersticiais pulmonares. Segundo Célia, o medicamento poderá ser utilizado sozinho ou em associação com tratamentos que já fazem parte da terapia contra a fibrose.

“Ela vai poder ser usada sozinha ou associada às duas outras drogas que já existiam”, disse.

Apesar da aprovação pela Anvisa, a médica explica que o medicamento ainda não está disponível comercialmente no país. A terapia passa por uma etapa de avaliação e definição de preço antes de chegar aos pacientes brasileiros.

“Ela ainda não chegou no Brasil, porque está naquela câmara de regulação sobre preço”, afirmou.

Para Célia, a nova alternativa representa um avanço depois de anos de pesquisas em busca de tratamentos capazes de controlar melhor a progressão da doença.

“É uma luz que surge no fim do túnel”, resumiu a pneumologista.

A especialista também ressalta que a fibrose pulmonar pode estar relacionada a diferentes fatores, como exposição à poluição ambiental e ocupacional, contato com aves, doenças reumatológicas e predisposição genética. Por isso, o acompanhamento com profissionais especializados é importante para identificar a causa e definir a estratégia de tratamento adequada.

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