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Morre Dolly Parton, aos 80 anos, ícone do country

Por CNN 25/08/2026 13:27
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A cantora, compositora e atriz americana Dolly Parton morreu aos 80 anos, informou sua família nesta terça-feira (25). A notícia foi divulgada nas redes sociais da artista, em uma publicação que, segundo familiares, havia sido planejada pela própria Parton antes de sua morte.

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Uma mensagem publicada por um integrante da equipe de segurança da família revelou que Dolly havia conversado previamente sobre como gostaria que o anúncio fosse feito. Em outro trecho, ele contou que a cantora dizia querer descansar em uma cama confortável depois de uma vida marcada pelos figurinos e pelos tradicionais trajes de palco.

Considerada uma das maiores representantes da música country, Dolly Parton construiu uma carreira de quase seis décadas e se tornou uma das artistas femininas mais vendidas da história, com mais de 100 milhões de discos comercializados.

Entre seus maiores sucessos estão “Jolene”, “Coat of Many Colors” e “I Will Always Love You”, música que ganhou projeção mundial especialmente após a versão gravada por Whitney Houston. As composições de Dolly também foram regravadas por artistas de diferentes gerações e estilos, incluindo Beyoncé e The White Stripes.

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Ao longo da carreira, Parton recebeu 11 prêmios Grammy, incluindo uma homenagem pelo conjunto da obra. Também teve 25 músicas no topo das paradas country da Billboard e foi incluída no Hall da Fama do Rock and Roll, em 2022.

Além da música, Dolly construiu uma trajetória no cinema e na televisão. Estreou nas telonas em 1980, com “Como Eliminar seu Chefe” (“9 to 5”), ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. A canção-tema do filme lhe rendeu uma indicação ao Oscar. Ela também atuou em produções como “Flores de Aço”, “A Melhor Casa Suspeita do Texas” e “Rhinestone”.

Mais que uma cantora

Filha de uma família que descrevia como extremamente pobre, Dolly Parton transformou a própria história em parte de sua identidade artística. Sua imagem, marcada pelos cabelos loiros, roupas extravagantes e personalidade irreverente, ajudou a aproximar a música country de públicos de diferentes países.

A artista também se destacou pelo trabalho filantrópico. Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, doou US$ 1 milhão para pesquisas de vacinas realizadas pela Universidade Vanderbilt. O dinheiro ajudou a financiar estudos que contribuíram para o desenvolvimento da vacina da Moderna.

Parton também criou um programa de incentivo à alfabetização infantil, distribuindo livros para crianças em idade pré-escolar nos Estados Unidos e em outros países, como Canadá, Reino Unido, Austrália e Irlanda. Ela ainda concedeu bolsas de estudo para estudantes do Tennessee, seu estado natal.

Em sua terra natal, uma estátua em tamanho real foi erguida em sua homenagem. Dolly, no entanto, recusou em 2021 uma proposta para receber outra estátua em Nashville, afirmando que não considerava apropriado ser colocada em um pedestal diante dos problemas enfrentados pelo mundo.

O legado de Dolly Parton

Embora tenha se tornado uma estrela mundial como intérprete, foi como compositora que Dolly dizia encontrar seu maior significado. Estima-se que tenha escrito cerca de 3 mil músicas ao longo da vida, embora aproximadamente 450 tenham sido gravadas por ela.

“Jolene” e “I Will Always Love You” estão entre as obras que ultrapassaram as fronteiras do country e se tornaram parte da cultura popular internacional.

Dolly também deixou sua marca nos negócios. Em seu estado natal, criou o Dollywood, parque temático que se tornou uma das principais atrações turísticas do Tennessee.

Com uma trajetória que uniu música, cinema, televisão, empreendedorismo e filantropia, Dolly Parton se consolidou como uma das figuras mais reconhecidas da cultura americana. Ao longo de quase 60 anos de carreira, manteve-se ativa na música e conquistou fãs de diferentes gerações.

Seu legado, como ela própria definiu em sua autobiografia, estaria nas canções. “No fim das contas, espero ser lembrado como um bom compositor. As canções são o meu legado.”

Conteúdo Original / Fonte: CNN
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