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MP apura possíveis crimes ambientais e urbanísticos em loteamento no Acre

Por José Halif, ContilNet 11/08/2026 08:42 Atualizado em 11/08/2026 08:43
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) ampliou a investigação sobre possíveis irregularidades no Loteamento Jardim Primavera, em Cruzeiro do Sul. O Inquérito Civil, instaurado originalmente em 2020, passou por um aditamento para delimitar com maior precisão os fatos que serão analisados pela Promotoria de Justiça.

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A apuração agora está concentrada em possíveis irregularidades ambientais, urbanísticas, registrais e patrimoniais relacionadas ao empreendimento. Entre os pontos investigados estão possíveis intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs), supressão de vegetação e ocupação ou descaracterização de áreas verdes e institucionais.

Documentos e relatórios técnicos reunidos durante a investigação apontam, em tese, possíveis alterações na destinação de bens públicos decorrentes do parcelamento do solo. O Ministério Público também analisa a implantação da infraestrutura urbanística obrigatória e a regularidade dos atos administrativos e registrais que deram origem ao loteamento.

Investigação foi reorganizada

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Segundo a Promotoria de Justiça, a reorganização do procedimento teve como objetivo delimitar melhor os fatos investigados e evitar a sobreposição de apurações.

As questões relacionadas ao cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em outubro de 2020 e à execução das obras de infraestrutura previstas no acordo passaram a ser acompanhadas em outro procedimento administrativo.

Com a mudança, o Inquérito Civil nº 06.2019.00000603-5 continuará voltado especificamente à apuração de possíveis irregularidades ambientais, urbanísticas, registrais e patrimoniais relacionadas ao Loteamento Jardim Primavera.

Áreas verdes e institucionais estão entre os pontos analisados

Entre os principais pontos que permanecem sob investigação estão a possível ocupação, utilização, cessão ou alienação irregular de áreas institucionais e a eventual descaracterização de áreas verdes.

O MPAC também apura possíveis intervenções em Áreas de Preservação Permanente, supressão de vegetação e outras formas de degradação ambiental.

Na área urbanística e registral, a Promotoria pretende verificar a regularidade do parcelamento do solo, a validade dos atos administrativos e registrais relacionados ao empreendimento e a existência e suficiência das garantias exigidas para a implantação da infraestrutura.

O procedimento também poderá apontar eventual responsabilidade civil, administrativa ou criminal de agentes públicos ou particulares, caso sejam identificadas irregularidades.

Possíveis crimes ambientais serão apurados

A Promotoria determinou ainda o encaminhamento de peças consideradas pertinentes à autoridade policial para apuração de fatos que, em tese, possam configurar infrações penais ambientais.

As diligências e a coleta de documentos deverão continuar. Após o cumprimento das medidas determinadas, o procedimento retornará à Promotoria de Justiça para nova análise e definição das providências cabíveis.

O MPAC ressalta que a investigação trata de possíveis irregularidades ainda em apuração e que a instauração ou continuidade do Inquérito Civil não representa, por si só, uma conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade dos envolvidos.

Conteúdo Original / Fonte: José Halif, ContilNet
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