“Podem tentar apagar a imagem, mas não o que ele representa”, diz Bittar sobre Bolsonaro
O senador e candidato à reeleição pelo Acre, Márcio Bittar, voltou a defender Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (17), em uma publicação nas redes sociais, após uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibir, em caráter liminar, o uso da imagem do ex-presidente em santinhos e outros materiais impressos de campanha.
Na publicação, Bittar criticou a determinação e afirmou que a tentativa de impedir a utilização da imagem de Bolsonaro não seria suficiente para afastar a influência política do ex-presidente entre seus apoiadores. “A perseguição nunca acaba. Podem tentar apagar a imagem. Mas não conseguem apagar o que ela representa para milhões de brasileiros”, escreveu o senador.
A decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha e determinou que candidatos deixem de utilizar a imagem de Bolsonaro em santinhos e wind banners. O entendimento considera que, diante das restrições impostas ao ex-presidente, a utilização de sua imagem em material eleitoral pode representar uma forma de manifestação político-eleitoral. A medida, porém, é liminar e ainda será analisada pelo plenário do TSE. O julgamento está previsto para esta sexta-feira (18).
Bittar também questionou as restrições impostas a Bolsonaro e mencionou a relação do ex-presidente com os filhos. Em sua manifestação, o senador voltou a defender que Bolsonaro estaria sendo alvo de perseguição política e criticou as limitações relacionadas à comunicação do ex-presidente durante o cumprimento das medidas determinadas pela Justiça.
O senador ainda direcionou o discurso para a eleição presidencial e declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. Segundo Bittar, a eleição do filho seria uma forma de dar continuidade ao projeto político associado ao ex-presidente.
“Vamos vencer essa eleição. Bolsonaro, filho, vai tirar ele do cárcere”, afirmou Bittar na publicação.
A decisão sobre o uso da imagem de Bolsonaro ocorre em meio à campanha eleitoral de 2026 e deverá ser analisada pelo TSE nesta sexta. O resultado do julgamento poderá definir como os tribunais eleitorais deverão tratar materiais de campanha que apresentem a imagem do ex-presidente associada a candidatos.