23/09/2026

STF acaba com aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes

Primeira Turma acompanhou entendimento de Flávio Dino

Por Redação ContilNetAtualizado
Decisão surgiu após Dino anular uma punição aplicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra um magistrado. — Foto: Reprodução

A chamada “aposentadoria compulsória punitiva”, frequentemente criticada por afastar juízes com salário garantido, deixou de ser considerada a punição máxima para magistrados no Brasil. A decisão foi confirmada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanhou o entendimento do ministro Flávio Dino e reconheceu que a medida perdeu respaldo constitucional após a reforma da Previdência de 2019.

De acordo com o site Metrópoles, na prática, o STF entendeu que juízes acusados de infrações graves poderão responder a ações que levem até à perda definitiva do cargo, em vez de serem apenas aposentados compulsoriamente.

A decisão surgiu após Dino anular uma punição aplicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra um magistrado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O juiz havia sido aposentado compulsoriamente, mas o ministro considerou que esse tipo de sanção não encontra mais previsão constitucional após a Emenda Constitucional nº 103, aprovada em 2019.

Segundo o entendimento do ministro, em casos graves, o CNJ deverá encaminhar o processo ao STF para análise da eventual perda do cargo, já que magistrados possuem vitaliciedade e só podem ser afastados definitivamente por decisão judicial.

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Na decisão, Dino afirmou que “não faz mais sentido” manter um modelo em que magistrados escapem de punições mais severas por meio da aposentadoria remunerada.

O ministro também defendeu que o sistema disciplinar do Judiciário passe por revisão para adequar as punições à nova interpretação constitucional.

A decisão da Primeira Turma reforça uma mudança histórica no entendimento sobre responsabilização de magistrados e pode impactar diretamente futuras punições aplicadas pelo CNJ em casos de corrupção, abuso de autoridade e outras infrações graves envolvendo juízes.

 

Conteúdo Original / Fonte: Metrópoles

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