Mulheres transexuais custodiadas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia, denunciaram casos de violência sexual, agressões e ameaças dentro da unidade prisional. As denúncias envolvem presos cisgêneros que, segundo os relatos, teriam se declarado mulheres trans para conseguir transferência ao presídio feminino.
De acordo com reportagem publicada pelo portal Metrópoles, internas afirmam que os abusos ocorrem principalmente na ala destinada às mulheres trans. As vítimas relatam episódios de estupro, espancamentos e intimidações praticados por detentos apontados como “trans fakes”, termo usado nas denúncias para se referir a homens que fingiriam identidade de gênero feminina para obter benefícios dentro do sistema prisional.
Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que o número de pessoas autodeclaradas transexuais na Colmeia passou de 19, em 2023, para 86 em 2025. Segundo a reportagem, 85 delas fizeram a autodeclaração após o início do processo judicial.
As denúncias também apontam que algumas internas vivem sob medo constante dentro da unidade. Em relatos enviados às autoridades, presas afirmam que recusas a relações sexuais seriam seguidas de violência física e ameaças.
O caso reacendeu debates sobre critérios de transferência no sistema penitenciário, segurança das detentas e protocolos adotados para custódia de pessoas trans em unidades femininas. Até o momento, a Secretaria de Administração Penitenciária do DF não havia divulgado posicionamento oficial sobre as novas denúncias.
Com informações Metrópoles
