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TSE desmente que chips foram comprados em Taiwan para fraudar urnas eletrônicas

Por Redação ContilNet 04/08/2026 14:35 Atualizado em 04/08/2026 14:35
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Uma informação falsa que circulou nas redes sociais voltou a ser desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A alegação de que ministros da Corte teriam determinado a compra de mais de 250 mil chips em Taiwan para supostamente fraudar urnas eletrônicas não é verdadeira.

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O esclarecimento faz parte da série “Fato ou Boato – Viralizou: saiba o que é verdadeiro sobre a urna eletrônica”, lançada pelo TSE para relembrar e explicar algumas das principais informações falsas espalhadas sobre o sistema eletrônico de votação brasileiro.

Segundo o Tribunal, o boato surgiu a partir de uma interpretação equivocada de uma reportagem sobre a crise mundial de semicondutores durante a pandemia de Covid-19, período em que houve dificuldades no fornecimento de componentes eletrônicos em diversos setores.

Na época, a empresa Positivo Tecnologia, vencedora de uma licitação, era responsável pela fabricação das urnas do modelo UE2020. Diante da escassez internacional de peças, o TSE adotou medidas para garantir a continuidade da produção dos equipamentos.

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Os chips utilizados nas urnas eletrônicas são componentes comerciais fabricados por empresas estrangeiras, mas as informações de segurança, como criptografia e demais conteúdos necessários ao funcionamento do sistema, são inseridas no Brasil, sob acompanhamento de servidores do próprio TSE.

Nos modelos UE2020 e UE2022, há componentes fornecidos por duas empresas de Taiwan. Um chip da empresa Realtek é utilizado para gerar o áudio destinado ao fone de ouvido usado por eleitores com deficiência visual, enquanto três chips da Nuvoton auxiliam no controle de funções como terminal do mesário, fonte de alimentação e teclado.

O TSE destaca ainda que os componentes utilizados nas urnas e o esquema elétrico dos equipamentos são disponibilizados aos participantes do Teste Público de Segurança da Urna (TPS), iniciativa que permite a especialistas avaliar possíveis vulnerabilidades do sistema.

A página Fato ou Boato, criada em 2020, reúne esclarecimentos sobre informações falsas relacionadas ao processo eleitoral e integra ações de combate à desinformação sobre a democracia e o sistema eletrônico de votação.

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