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A acreana Joelma Felipe Lima (35), que faz parte do grupo de pesquisadores da Ontario Institute of Cancer Research, em Toronto, Canadá, é a única médica brasileira a ganhar o prêmio internacional no 14º St. Gallen Intenational, apresentando o estudo sobre a alteração no tratamento de câncer e uso da quimioterapia. A médica é natural de Rio Branco, filha do ex-deputado federal João Correia e formada na Universidade Federal do Pará (UFPA). Ela foi professora da Universidade Federal do Acre (UFAC).
O estudo intitulado ‘Lu’Luminal A vs Luminal B: Impact of different St.Gallen Ki67 and PgR cut points in the TEAM study’ avaliaram o método de separação dos pacientes com câncer de mama, que normalmente são divididos em luminal A (menos agressivo) e luminal B (mais agressivo), usando combase um biomarcador de proliferação chamado Ki67, que no caso é uma proteína. Ao todo foram avaliados 3.790 pacientes.
De acordo com Joelma, a pesquisa se torna importante porque muitas vezes os pacientes acabam recebendo o tratamento de quimioterapia sem necessidade. Ela explica que quando se categoriza as pacientes como luminal B, recebem quimioterapia e o questionamento é se a categorização baseada nos valores de Ki67, serve para pacientes.
“Creio que não, porque esses valores são arbitrários e não refletem o comportamento biológico do tumor e ainda faz a pacientes receber tratamentos quimioterápicos sem necessidade”, argumenta Joelma.
Para Joelma, existe estudos e instituições que querem dividir câncer de mama com receptor de estrogênio em dois grupos: luminal A e luminal B. E os questionamentos apresentados pelo da médica é se essa dicotomização pode realmente ser feita, uma vez que o câncer de mama é muito heterogêneo e, entre esses tumores, existem nuances de gravidades.
Pela a apresentação dos estudos, o congresso, em que os pesquisadores foram premiados, decidiu abandonar os antigos conceitos do uso do biomarcador para determinar o tratamento de quimioterapia.
“O estudo ganhou o prêmio de primeiro lugar justamente por desafiar o status e a maneira com que outros pesquisadores enxergam a doença”, disse Joema.
Ela acredita que, gradativamente, haverá mudanças na hora de determinar quem deve ou não receber o tratamento em quimioterapia.
“O consenso [da Conferência] lança orientações que podem ou não serem seguidas pelas instituições. Relacionando ao meu trabalho, o paciente deverá ter um Ki67 maior ou igual a 30% do tumor para ser considerado luminal B”, explica.