Após 3 dias, indígenas aceitam acordo e liberam servidores federais na fronteira

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Os três funcionários do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) e um da Fundação Nacional do Índio (Funai), que estavam impedidos de deixar a Terra Indígena Nawa, no município de Mâncio Lima, na região de fronteira do Acre com o Peru, desde a quarta-feira (15), foram liberados na manhã deste sábado (18).

De acordo com informações da Funai, ficou acordado que até quinze integrantes da comunidade indígena Nawa poderão participar de uma reunião com representantes da Funai, ICMBio e Ministério Público Federal, em Brasília. As passagens serão custeadas pelo ICMBio e Funai.

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Os servidores federais foram resgatados por um barco na Funai, por volta das 11 horas. Não foi necessário a presença da Polícia Federal para negociar a liberação dos reféns.

Ainda segundo informações da Funai, a maioria dos indígenas estava disposta a aceitar a proposta e liberar os servidores, que só não aconteceu antes por conta do cacique João Nawa, que se mostrou intransigente durante as negociações.

Enteda o caso

Os quatro funcionários do governo federal foram impedidos de deixar a Terra Indígena Nawa após reunião realizada em decorrência de uma situação de desentendimento dos indígenas com o pessoal do ICMbio, responsável pela gestão do Parque Nacional da Serra do Divisor.

A Terra Indígena Nawa é uma área de sobreposição. Parte da área de conservação foi reivindicada pela comunidade que se declara da etnia nawa e demarcada após a criação da unidade conservação. A Funai foi convidada para a reunião com o objetivo de cessar o desentendimento sobre a regularização fundiária da Terra Indígena Nawa.

O estudo de delimitação da terra, feito pela Funai, tem sido questionado pelo ICMBio e o caso se arrasta há 15 anos na Justiça Federal.

Havia um acordo de convivência entre os gestores do Parque Nacional da Serra do Divisor e os 330 indígenas. Os nawa se sentem lesados. A reunião aconteceu, o desentendimento se agravou e a comunidade decidiu que chegou a hora de uma definição da situação, tendo decidido por impedir que os quatros servidores do governo federal deixem a Terra Indígena.

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