Cortei a boca ao mastigar porcelana durante voo da TAM, relata estudante

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Por Andressa Galvão

porcelnavoo2Embarquei no voo 2766 da TAM, em São Paulo, na noite de domingo (12), com destino a Lima, no Peru. Estava tudo bem até a hora do jantar, quando serviram raviólis em uma tigela de porcelana. Ao mastigar, percebi pequenos fragmentos, mas não fui capaz de identificar.

Na verdade nem adiantaria ter tirado da boca aqueles fragmentos sólidos para tentar enxergar a sua natureza. As luzes do avião foram apagadas por causa de uma pane elétrica, segundo a comissária de bordo, logo que o serviço chegou na fileira 35 na qual eu estava até então confortavelmente instalada na poltrona.

Apesar de sentir algo estranho na boca continuei a mastigação imaginando até então que era um ingrediente crocante do “jantar”oferecido pela companhia aérea.  Meu engano começou a se desfazer quando senti uma forte dor no céu da boca, seguida de gosto de sangue.

Tive sorte porque pude sentir a dor antes de engolir o maior pedaço daquilo que eu imaginava como sendo um ingrediente crocante. Minha boca sangrava muito e tive que estancar o sangramento com lenços de papel. Assustado, meu noivo pegou examinou a tigela e constatou que a mesma estava com a borda quebrada. E  também identificamos que os cacos da tigela de porcelana estavam espalhados entres os raviólis.

Após estancar o sangramento na boca e a dor diminuir, chamamos a comissária de bordo. Expliquei o que havia ocorrido e formalizei durante o voo uma reclamação por escrito. Temia por outras pessoas que poderiam sofrer o mesmo acidente, principalmente as crianças, que dificilmente teriam o mesmo discernimento ou sorte que eu.

Logo que o avião pousou na pista do aeroporto de Lima, uma paramédica me examinou. Ao ver minha boca cortada pediu que fosse levada a um hospital para fazer mais exames. A funcionária da companhia me acompanhou a uma clínica de emergência da cidade. Após mais de duas horas, exausta porque já estava viajando o dia todo com meu noivo, finalmente fui atendida e foi constatado que o caso não era grave.

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Espero que esse tipo de sofrimento e transtorno não se repita com ninguém, pois pagamos supostamente para viajar na melhor companhia aérea e não contamos com a segurança necessária. Espero também que o meu caso sirva para que mudem o serviço de bordo na hora em que for servida as refeições. Tomara que seja obrigatório manter as luzes acesas durante as refeições, pois manter a visão dos passageiros é fundamental.

O meu caso foi um acidente que talvez poderia ter sido fatal. Amedronta saber que milhões de pessoas são servidas com em tigelas de porcelana e estão expostas ao mesmo risco que corri.

Veja o vídeo do relato da jovem:

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Na segunda-feira (13), em resposta à minha reclamação, a TAM foi lacônica: “Seu comentário foi recebido com sucesso no dia 13/07/2015. Um de nossos executivos tomará seu caso e entrará em contato com você para dar resposta a sua solicitação dentro dos próximos 30 dias”. Estou a aguardar.

Andressa Galvão é estudante de psicologia

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