Desconfiados, vereadores de Porto Acre limitam gastos do prefeito Bené Damasceno


Vereadores de Porto Acre querem acompanhar onde os recursos do município estão sendo aplicados

SALOMÃO MATOS, DO CONTILNET

Desconfiados com investimentos desmedidos sem resultados e não comprobatórios em relação a vários pagamentos de diárias, aluguéis de caminhões, máquinas, tratores e até a destinação de recursos para merenda escolar, entre outros, os vereadores do município de Porto Acre, decidiram, por unanimidade, reduzir a margem de gastos pelo prefeito Bené Damasceno (PROS), em relação o Orçamento Anual LOA, que antes era de 30% e agora passa a ser somente de 5% a partir de 2019.

Antes da aprovação pelos vereadores da nova LOA, o prefeito Bené Damasceno poderia usar até 30% de todo o recurso destinado para o ano vigente em qualquer área específica, seja na educação, agricultura, folha de pagamento e até de vantagem de pessoal.

Pela nova Lei, aprovada em sessão da câmara nesta quarta-feira (28), Bené poderá então usar somente 5% para esses fins sem consultar os vereadores. Acima desse percentual, qualquer recurso da LOA, nenhum centavo a mais poderá ser gasto sem a consulta do parlamento de Porto Acre.

Vereadores de Porto Acre/Foto: Reprodução

A nova LOA, deve ser encaminhada nesta quinta-feira (29) para sanção do próprio Bené Damasceno, que terá o poder de vetar a medida. No entanto, pela Constituição, nesse caso, a LOA retorna novamente para a câmara municipal e, querendo ou não, Bené Damasceno terá que acatar a decisão da maioria dos parlamentares.

Fontes revelaram à reportagem do ContilNet que a revolta dos vereadores contra o prefeito Bené Damasceno, nada mais é que a péssima administração que ele vem fazendo em Porto Acre.

“Antes, os vereadores apoiavam o prefeito porque acreditavam que o Bené poderia até se reeleger em 2020, mas a desaprovação total da população com o seu mandado é grande demais. Ninguém quer ser visto andando junto ou apoiando um prefeito que não faz nada, não é mesmo?”, explicou a fonte.

O prefeito Bené Damasceno ainda não foi localizado pela nossa reportagem para comentar sobre o assunto.

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