O governador do Estado do Acre, Gladson Cameli, sancionou projeto de Lei Complementar nÂş 10/2018, que dispõe sobre a estrutura polĂtica e operacional do Executivo. De acordo com o chefe da Casa Civil do Governador, Ribamar Trindade, todos os cargos, sejam eles da administração direta ou da indireta, sĂŁo de livre nomeação e exoneração do governador, mas exigem que seu ocupante tenha “integral e exclusiva dedicação”.

Chefe da Casa Civil, José Ribamar Trindade, explica a disposição dos cargos no novo governo Gladson Cameli (Foto: Secom)
“É preciso que as pessoas que vão ocupar essas funções entendam que estão sendo posicionadas em cargos que exigem essa dedicação”, ressalta Ribamar Trindade.
Pelo Artigo 39 do dispositivo, foram criados 14 cargos de secretário de Estado, um de controlador geral do Estado, um cargo de chefe da representação, um de coordenador da Casa Civil, quarenta cargos de diretores e 85 chefes de departamento.
No primeiro escalĂŁo, estĂŁo os cargos de chefe e subchefe do Gabinete do Governador, do chefe e do subchefe do Gabinete Militar, e de chefe do Gabinete do Vice-Governador.
Ainda de acordo com o Artigo 39, o Governo do Estado do Acre está autorizado a instalar, em caráter especial, dois cargos de secretários extraordinários de Estado, que vão conduzir assuntos ou programas estratégicos de interesse público.

Ribamar Trindade/Foto: Secom
A mesma lei cria tambĂ©m dez cargos de assessor especial e determina que os secretários extraordinários, assim como o procurador geral do Estado, o defensor pĂşblico geral, o controlador geral do Estado, o comandante geral da PolĂcia Militar e o comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar terĂŁo as mesmas prerrogativas, garantias e direitos do secretário de Estado, podendo optar pela mesma remuneração deste.
Redução de 2,5 mil para 900 cargos em comissão
Pelo Artigo 43 do referido documento, foram criados 900 cargos em comissĂŁo, as CECs, escalonadas pelo Poder Executivo de um a sete. E outro detalhe Ă© que os servidores que ocuparem as CECs nĂŁo poderĂŁo receber “quaisquer outras vantagens, sob qualquer tĂtulo, alĂ©m de remuneração estabelecida para o cargo”, a nĂŁo ser verba indenizatĂłria.
A Lei Complementar Ă© parte da Reforma Administrativa do Governo Gladson Cameli, que adotou uma polĂtica de compromisso com os gastos pĂşblicos, saneando contas, ao reduzir o nĂşmero de postos de trabalhos comissionados de 2,5 mil para apernas 900.
Na mesma linha austera de outros estados, o governador também reduziu de 23 para 14 o número de secretarias. Hoje, o Governo do Estado do Acre tem 39 mil servidores ativos.
A Lei já passou pela Assembleia Legislativa do Estado do Acre, e segue para a publicação no Diário Oficial do Estado.



