Rio Branco, Acre,


Gladson diz que pede intervenção federal no Acre se reforma não for aprovada

Ele afirma que se o governo for derrotado na votação a saída será decretar calamidade financeira

Caso a proposta do governo de mudança no regime de previdência estadual não seja aprovada pela Assembleia Legislativa, o governador Gladson Cameli decretará estado de calamidade financeira e pedirá intervenção federal na administração estadual, além de rever todas as decisões que incorram em novas despesas para o Estado, como a convocação de policiais civis. A declaração foi feita em Rio Branco (AC) nesta sexta-feira (8) pelo próprio governador Gladson Cameli em entrevista exclusiva ao ContilNet, ao chegar para participar de uma solenidade na sede da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), comentando  a queda de braço entre deputados de sua bancada de apoio na Assembleia Legislativa e sindicalistas que representam os servidores públicos.

“Eu não vou discutir as críticas que recebi da maioria dos sindicalistas sobre as reformas, que chamaram de pacote da maldade, porque nós já sabemos de que lado eles estão”, disse o governador. “Eu dava como certo, na votação das reformas da previdência em Brasília, a inclusão dos estados e isso está aprovado em relação a estados e municípios”, disse Gladson Cameli.

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O governador admitiu que não houve mesmo maior tempo de debates sobre o assunto porque seu governo tem pressa a fim de apresentar contas positivas à Secretaria do Tesouro Nacional em relação às renegociações das dívidas do Estado. “Quem é que vai afiançar um Estado cujas contas de prejuízo com sua previdência pode chegam a um bilhão por ano, como é o caso do Acre? Eles me exigiram que eu provasse ao Tesouro que tinha condições de pagar o que estamos negociando e isso passa pela reforma da previdência”, indagou o governador.

Gladson Cameli disse ainda que não teve problemas em recuar para poder debater com os sindicalistas em busca da provação das medidas em tramitação na Assembleia Legislativa e que devem voltar a ser debatidas na próxima semana, na sessão de terça-feira (12). “Para se ter uma ideia das dificuldades neste setor, este ano – e eu aqui não estou culpando ninguém nem mesmo os governos passados, porque é uma situação de Estado que precisamos resolver -, vamos ter um déficit de R$ 580 milhões e ano que vem é algo superior a R$ 1 bilhão. Quem é eu vai ser fiador de um Estado numa situação dessas?”, indagou.  “Eu estou buscando os ingredientes para vendermos a divida do Estado e podermos dar um fôlego à nossa economia”, acrescentou.

 Gladson Cameli disse esperar que a oposição e os próprios sindicalistas tenham consciência da situação do Estado em relação à previdência. “Eu só espero que cada um tenham consciência da situação do Estado e que aprovem a proposta. Mas e não quiserem aprovar, eu fecho as contas, pego as chaves, decreto estado de calamidade financeira e peço intervenção federal no Estado”, disse.

De acordo com o governador, o que não é possível acontecer é ele, como vem acontecendo nesses dez meses, buscar o diálogo de todas as formas e muitos buscarem politizar todas as questões “Eu não vou entrar nessa”, disse.

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