2020 sangrento: em 10 dias, 13 pessoas foram mortas de forma violenta no Acre

Rio Branco registra três mortes violentas e 3 tentativas de homicídio em menos de 12h/Foto: Reprodução

O início de 2020 tem sido marcado por vários homicídios até a tarde desta sexta-feira (10), já foram contabilizadas 13 mortes violentas. Onze delas ocorreu em Rio Branco e duas no interior do Acre, sendo uma em Sena Madureira e outra em Epitaciolândia.

A primeira vítima de homicídio do ano foi a adolescente Amanda Silva Barbosa, de 17 anos. Ela foi morta a tiros e golpes de faca ainda no primeiro dia do ano. O crime ocorreu na Travessa da Amizade, no bairro Santa Inês, região do Segundo Distrito de Rio Branco. Em seguida, Felipe Ramon Lima de Moraes, de 22 anos, foi morto com vários disparos de arma de fogo, na sexta-feira (3), no conjunto habitacional Cidade do Povo, após um trio arrombar a porta de trás da casa dele.  Ocorrência também foi registrada no Segundo Distrito. Em menos de 8 horas, Rosemilda Oliveira da Silva, de 26 anos, foi morta com ao menos quatro tiros no mesmo bairro. Ela também teve a casa invadida por uma dupla que entrou no quarto e efetuou os disparos e fugiram logo em seguida.

A jovem Amanda foi a primeira vítima de homicídio no ano/Foto: divulgação

No primeiro fim de semana, no caso, domingo (5), foram registrados mais dois homicídios em Rio Branco. O jovem Ítalo de Souza Charife, de 20 anos, morreu no Pronto Socorro de Rio Branco, após ser atingido por pelo menos quatro disparos de arma de fogo no bairro Conquista. O segundo caso foi registrado na Estrada do Mutum, quando Roselho dos Santos Moura, de 21 anos, foi morto a golpes de terçado e a tiros, após ser levado do bairro Tancredo Neves para a estrada por homens ainda não identificados.

Na segunda-feira (6), um homem ainda não identificado foi encontrado morto, no Jardim Primavera, em Sena Madureira, no interior do Acre. De acordo de moradores à polícia a morte teria ocorrido ainda na madrugada, mas o corpo só foi encontrado no início da manhã. O jovem Stanley Fernandes, de 20 anos, foi morto a tiros, na terça-feira (7), na Rua Vitória, no Bairro Conquista, em Rio Branco. Segundo informações da Polícia, o rapaz, de posse de uma arma de fogo, teria ido até um residencial para matar membros de uma facção rival. No mesmo dia, um adolescente de 16 anos foi morto com um tiro no peito ao tentar assaltar familiares de um policial. O fato aconteceu no Bairro João Eduardo II, na região da Baixada da Sobral, em Rio Branco.

Dois criminosos foram mortos, um ficou ferido e outro fugiu em uma área de mata após efetuarem um roubo e trocar tiros com a Polícia Militar na noite de quarta-feira (8) no Ramal do Mineiro, na região da Vila Acre, em Rio Branco.

Já na noite de quinta-feira (9), Dangêla Maria de Souza, de 53 anos, foi morta com um tiro na cabeça, na Rua das Mangueiras, no bairro Vitória, em Rio Branco. A motivação do crime, segundo a polícia, seria um acerto de contas.

Francisco Neri de Freitas, de 42 anos, conhecido como Toquinho, foi morto com dois tiros, na madrugada desta sexta-feira (10), na Travessa da Pista, na Comunidade Esperança, no bairro da Pista, região da Baixada da Sobral, em Rio Branco.

Segundo informações da polícia, quatro homens fortemente armados, que seriam membros de uma facção, pularam o muro do Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac) e tiveram acesso à comunidade, onde várias pessoas participavam de uma bebedeira.

Um homem identificado como José Isaías, de 60 anos, conhecido como “Zé Forte”, ficou entre a vida e a morte após ser baleado por volta das 9h30, na cabeça dentro de seu estabelecimento localizado na Avenida Amazonas, na cidade de Epitaciolândia.

Até o momento, se acredita que foi uma tentativa de assalto e a vítima teria tentado reagir. Zé forte foi baleado na cabeça e caiu, em seguida, o suspeito se evadiu do local.

Em todos os casos, as investigações serão feitas pela delegacia de Polícia Civil do Estado do Acre. Para conter a violência, a Polícia Militar criou a Operação “Fecha Fronteira”, no intuito de inibir a criminalidade, contudo, apesar dos resultados positivos alcançados, o número de mortes não diminuiu.

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