Ibama manda agentes de combate a incĂȘndio voltarem para casa por falta de recursos

Por O GLOBO 21/10/2020

Alegando falta de recursos financeiros, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais RenovĂĄveis (Ibama) determinou nesta quarta-feira que brigadistas de combate aos incĂȘndios florestais que atuam no combate a incĂȘndios florestais retornem Ă s suas bases a partir da meia noite desta quinta-feira (22).

A ordem estĂĄ em um ofĂ­cio assinado pelo Diretor de Proteção Ambiental do Ibama, OlĂ­mpio Ferreira MagalhĂŁes, e Ă© direcionada aos agentes de combate a incĂȘndios vinculados ao Centro Nacional de Prevenção e Combate aos IncĂȘndios Florestais (Prevfogo).

“Providenciar a determinação para que todas as brigadas do PREVFOGO retornem as suas bases de origem as 0:00h de 22 de outubro de 2020, onde deverĂŁo aguardar ordens para o emprego em operaçÔes em campo”, diz o documento.

A determinação, segundo o Ibama, foi motivada pela falta de recursos financeiros para o pagamento de despesas do órgão. A falta de verbas foi detalhado em outro documento interno assinado pelo Diretor de Planejamento, Administração e Logística do órgão, Luis Carlos Hiromi Nagao.

“Considerando que as tratativas com os ĂłrgĂŁos superiores para solução do problema ainda nĂŁo surtiram efeito, comunico a indisponibilidade de recursos financeiros para fechamento do mĂȘs corrente, nĂŁo sendo possĂ­vel prosseguir com os pagamentos das despesas desta Autarquia”, diz o ofĂ­cio.

A ordem para o retorno Ă s bases do Ibama acontece em meio a uma das maiores crises ambientais da histĂłria do paĂ­s. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram um aumento no nĂșmero de queimadas na AmazĂŽnia de 25% entre 1Âș de janeiro e 20 de setembro deste ano em relação ao mesmo perĂ­odo no ano passado. SĂł neste ano, jĂĄ foram registrados mais de 89 mil focos de incĂȘndio na regiĂŁo, maior nĂșmero desde 2010.

Outro bioma ameçado Ă© o Pantanal, que registrou, neste ano, o maior nĂșmero de focos de incĂȘndio desde 1998, quando os dados começaram a ser contabilizados. O aumento em relação ao ano passado chega a 217%.

O GLOBO entrou em contato com o Ministério do Meio Ambiente, mas ainda não obteve resposta.  [Foto de capa: Mauro Pimentel/AFP]

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