Foi no bairro da Cohab, localizado na periferia de Cruzeiro do Sul, que surgiram, em pomares de cacau e cupuaçu, os primeiros focos no Brasil da doença conhecida por monilĂase, causada pelo fungo Moniliophthora roreri. A informação foi divulgada pelo MinistĂ©rio da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento (Mapa), no Ășltimo dia 8 de julho.
A partir disso, o governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuåria e Florestal (Idaf), em parceria com membros do Mapa, realiza força-tarefa para monitorar plantios da região.
E na manhĂŁ desta terça-feira, 13, as equipes realizaram busca ativa por novos casos nas imediaçÔes e chegaram Ă residĂȘncia do agricultor Luiz Homi da Silva, no bairro do Formoso, para realizar colheita de frutos e nivelamento de serviços que se estenderĂŁo ao longo da semana.

Visitas serĂŁo feitas a residĂȘncias que apresentem suspeitas da doença. Foto: Erisney Mesquita/Secom
O Mapa informa que tem a meta de erradicar os focos da doença, evitando que ela se propague para a zona rural do municĂpio.
âEstamos delimitando, agora, atĂ© onde se espalhou a praga. A partir disso, visitaremos vĂĄrias casas onde existam plantaçÔes de cacau e cupuaçu. A Defesa AgropecuĂĄria jĂĄ coordenava um plano de monitoramento e esse risco era previsto. Agora, alertamos e distribuĂmos cartilhas aos produtores, para que observem suas plantaçÔes, higienizem todo o manejo dos alimentos e tambĂ©m dos materiais que levam ao campo. Com esses cuidados, vamos evitar que o estado vire uma ĂĄrea onde a praga cresceâ, informou Juliana Alexandre, chefe da DivisĂŁo e Prevenção de Pragas do Mapa.
O Idaf realiza o trabalho de identificação dos focos da doença e notifica-os ao Mapa. âNossas açÔes se iniciam quando deslocamos equipes a propriedades em que suspeitamos haver casos da praga. LĂĄ, o tĂ©cnico avalia se existe ou nĂŁo a necessidade da vinda de outras equipes para confirmar a existĂȘncia de casos de monilĂase. O Acre era considerado de alto risco, por fazer fronteiras com com o Peru e a BolĂvia, paĂses que registram um Ăndice elevado da doençaâ, esclareceu Alex Elias de Paula, chefe do Departamento SanitĂĄrio do Idaf.
O diretor técnico do Idaf, Jessé Moreira, destaca que o fungo não contagia humanos e reforça o pedido, aos produtores das frutas, que acionem o órgão quando surgir suspeita da doença.
âO governador se prontificou a usar toda a estrutura para apoiar os trabalhos de contenção da doença no estado. Estamos planejando criar barreiras sanitĂĄrias no posto fiscal da Tucandeira, na divisa com RondĂŽnia, e tambĂ©m no posto de fiscalização do GuajarĂĄ, no Amazonas. Vamos seguir com buscas por novos casos. Caso nĂŁo existam, vamos encerrar os trabalhos por aqui. Se surgirem, vamos seguir atĂ© identificar a sua origemâ, explicou JessĂ© Moreira.
