Em Cruzeiro do Sul, governo e Mapa monitoram plantios com suspeitas de monilĂ­ase

Por SECOM 14/07/2021 Ă s 13:19

Foi no bairro da Cohab, localizado na periferia de Cruzeiro do Sul, que surgiram, em pomares de cacau e cupuaçu, os primeiros focos no Brasil da doença conhecida por monilĂ­ase, causada pelo fungo Moniliophthora roreri. A informação foi divulgada pelo MinistĂ©rio da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento (Mapa), no Ășltimo dia 8 de julho.

A partir disso, o governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuåria e Florestal (Idaf), em parceria com membros do Mapa, realiza força-tarefa para monitorar plantios da região.

E na manhĂŁ desta terça-feira, 13, as equipes realizaram busca ativa por novos casos nas imediaçÔes e chegaram Ă  residĂȘncia do agricultor Luiz Homi da Silva, no bairro do Formoso, para realizar colheita de frutos e nivelamento de serviços que se estenderĂŁo ao longo da semana.

Em Cruzeiro do Sul, governo e Mapa monitoram plantios com suspeitas de monilĂ­ase

Visitas serĂŁo feitas a residĂȘncias que apresentem suspeitas da doença. Foto: Erisney Mesquita/Secom

O Mapa informa que tem a meta de erradicar os focos da doença, evitando que ela se propague para a zona rural do município.

“Estamos delimitando, agora, atĂ© onde se espalhou a praga. A partir disso, visitaremos vĂĄrias casas onde existam plantaçÔes de cacau e cupuaçu. A Defesa AgropecuĂĄria jĂĄ coordenava um plano de monitoramento e esse risco era previsto. Agora, alertamos e distribuĂ­mos cartilhas aos produtores, para que observem suas plantaçÔes, higienizem todo o manejo dos alimentos e tambĂ©m dos materiais que levam ao campo. Com esses cuidados, vamos evitar que o estado vire uma ĂĄrea onde a praga cresce”, informou Juliana Alexandre, chefe da DivisĂŁo e Prevenção de Pragas do Mapa.

O Idaf realiza o trabalho de identificação dos focos da doença e notifica-os ao Mapa. “Nossas açÔes se iniciam quando deslocamos equipes a propriedades em que suspeitamos haver casos da praga. LĂĄ, o tĂ©cnico avalia se existe ou nĂŁo a necessidade da vinda de outras equipes para confirmar a existĂȘncia de casos de monilĂ­ase. O Acre era considerado de alto risco, por fazer fronteiras com com o Peru e a BolĂ­via, paĂ­ses que registram um Ă­ndice elevado da doença”, esclareceu Alex Elias de Paula, chefe do Departamento SanitĂĄrio do Idaf.

O diretor técnico do Idaf, Jessé Moreira, destaca que o fungo não contagia humanos e reforça o pedido, aos produtores das frutas, que acionem o órgão quando surgir suspeita da doença.

“O governador se prontificou a usar toda a estrutura para apoiar os trabalhos de contenção da doença no estado. Estamos planejando criar barreiras sanitĂĄrias no posto fiscal da Tucandeira, na divisa com RondĂŽnia, e tambĂ©m no posto de fiscalização do GuajarĂĄ, no Amazonas. Vamos seguir com buscas por novos casos. Caso nĂŁo existam, vamos encerrar os trabalhos por aqui. Se surgirem, vamos seguir atĂ© identificar a sua origem”, explicou JessĂ© Moreira.

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