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16 setembro 2021 7:49 pm

Polícia no AC abre o jogo sobre supostas irregularidades no fornecimento de marmitas para detentos

"É importante destacar que não temos crimes configurados e constatados, mas possíveis irregularidades que estão em investigação", disse o delegado

POR EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 10/08/2021 14:57

A operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (10), na sede do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) e na Unidade Penitenciária Francisco de Oliveira Conde (FOC), tem a ver com a investigação de supostas irregularidades no fornecimento de marmitas para detentos na capital acreana.

Os agentes da Delegacia de Combate a Crimes de Corrupção (Decor) atenderam a um pedido judicial também acompanhado pelo Ministério Público do Acre (MPAC) para coletarem informações e documentos nas unidades.

SAIBA MAIS: Polícia de combate à corrupção amanhece na sede do Iapen no AC e realiza mandados de busca

A operação investiga, inicialmente, duas empresas licitadas: a atual e a anterior, da gestão passada, que fornecia a alimentação para a unidade há pelo menos 10 anos, de acordo com o presidente do Iapen, Arleilson Cunha.

O foco dessa primeira fase é apurar a entrega de mais marmitas do que o necessário para alimentar os detentos.

Em coletiva à imprensa realizada na sede da Polícia Civil, também nesta terça-feira, o delegado geral Josemar Moreira destacou que nenhum crime foi constatado até o momento, mas que os possíveis indícios estão sendo investigados.

“É importante destacar que não temos crimes configurados e constatados, mas possíveis irregularidades que estão em investigação”, salientou.

Ainda não é possível mensurar se houve prejuízo para o Estado.

Arleilson explicou durante a coletiva que uma parte das informações foi coletada a partir de uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) nos contratos firmados entre o órgão e as empresas.

“Temos feito de tudo para contribuir com o bom funcionamento do Iapen e extinguir qualquer possibilidade de corrupção. Por isso, nos colocamos à disposição do TCE, fornecendo toda documentação necessária, e da Polícia Civil para esclarecer tudo isso”, finalizou.

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