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26 novembro 2021 2:25 am

Caso raro no Brasil, idosa “morta” acorda durante o próprio velório

POR CORREIO DO INTERIOR

Última atualização em 16/10/2021 20:26

Imagine estar em um velório de um ente querido e surpreendentemente o “falecido” acordar ou dar sinais de vida. Parece história de pescador, mas a situação é real e ocorreu na cidade Guiratinga, interior do Mato Grosso.

O caso ocorreu com Carolina Lopes de Almeida, de 93 anos. Ela ficou em um caixão, sendo velada em uma cerimonia de despedida por oito horas. Mas uma das pessoas presente no local percebeu que dona Caluzinha, como é conhecida  estava com a temperatura corporal dela estava fora do comum (ela estava quente), pois uma pessoa que morre fica com o corpo frio/gelado, dentro dessa situação um médico foi chamado.

Com sinais vitais, a idosa foi encaminhada ao Hospital Municipal Oswaldo Cruz, mas enagana-se quem acha que ela então voltou a “viver”, passando-se algumas horas no Hospital, ela foi novamente dada como morta pela unidade de saúde. Ela foi sepultada no domingo  dia 9 de outubro. A história se espalhou pela região através do perfil do ator e comediante Ataíde Arco Verde, que mora na cidade.

Ao que apurado pelo Correio do Interior, ela conviva com o mal de Alzheimer há cerca de 20 anos e tinha a saúde debilitada, mas era muito querida pela família e pela comunidade. Os familiares lamentaram o fato de a idosa ter sido preparada para o enterro, com chumaços de algodão introduzidos no nariz e na boca. Segundo eles, o socorro talvez pudesse ter funcionado, caso os procedimentos não tivessem sido feitos.

A família não divulgou a causa da morte e prefere não dar entrevistas.

Catalepsia, situação de falsa morte

Ainda que não se tenha certeza sobre o diagnóstico da idosa, uma condição clínica chamada catalepsia pode levar a uma falsa morte. Neste caso, os sinais vitais são bastante reduzidos, a pessoa fica paralisada, os músculos enrijecidos e sem a maioria dos reflexos.

O surto em geral, dura até dez minutos, mas pode chegar a horas ou dias. A prevalência na população é de 2,4% e, normalmente, está associado a doenças do sono (narcolepsia), e outros quadros clínicos como epilepsia e transtornos psiquiátricos graves.

Mesmo assim, o mais comum é que ocorram erros na presunção da morte. Como no caso de uma idosa de 75 anos que acordou minutos antes da própria cremação na Índia. Ela desmaiou a caminho do hospital e foi encaminhada direto para o serviço funerário, sem uma avaliação mais minuciosa.

Em Guiratinga, os relatos dão conta de que trabalhadores da funerária chegaram a notar movimentos leves em dona Caluzinha, mas atribuíram a percepção aos espasmos que podem ocorrer em cadáveres algumas horas após a morte.

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