Pessoas correndo e gritando desesperadas enquanto um paredĂŁo de areia avança e cobre municĂpios inteiros. Grandes cidades escurecendo Ă s 15h por conta da fumaça produzida por um incĂŞndio a milhares de quilĂ´metros de distância.
As cenas registradas durante uma tempestade de areia no interior paulista, em setembro deste ano, e apĂłs um incĂŞndio na AmazĂ´nia fazer com que partĂculas e fumaça chegassem a cidades como SĂŁo Paulo e Curitiba, um ano antes, sĂŁo reflexo das mudanças climáticas e do aumento das temperaturas no mundo, segundo meteorologistas e cientistas climáticos ouvidos pela BBC News Brasil.
Francisco de Assis, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), diz que os fortes temporais, rajadas de vento e seca extrema registrados nos últimos anos no Brasil também são demonstrações de que o planeta se aqueceu nas últimas décadas.
“Vários fenĂ´menos que tĂŞm acontecido desde os anos 2000 no Brasil estĂŁo associados Ă alta variação do clima decorrente do aquecimento que a Terra está passando”, afirma o meteorologista.
“Aumento dos temporais, ventos fortes, tornados. TambĂ©m tem as secas mais prolongadas, em 2001 na regiĂŁo Sudeste, em 2014/2015 e agora de novo, em 2020/2021. Se nĂŁo fossem as termelĂ©tricas, a gente teria ficado sem energia.”
Em 2020, Cuiabá, capital do Mato Grosso, registrou a maior temperatura em mais de cem anos: 42,7ºC, segundo medição do Inmet.
Em outubro de 2020, o Estado de SĂŁo Paulo registrou a maior alta da histĂłria. Foi na cidade de Lins, no oeste paulista, onde o Inmet registrou 43,5ÂşC.
Assis explica que as mudanças na temperatura causam uma alta irregularidade das chuvas. Isso faz com que ocorram mais precipitações em alguns locais e menos em outros.
Isso é causado, segundo ele, por bloqueios atmosféricos que geram alterações dos ventos em altitudes mais elevadas.
Assis afirma que essas mudanças sĂŁo causadas tanto por fatores naturais sazonais quanto por influĂŞncia do homem, por conta da queima de combustĂveis fĂłsseis.
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