Ao assinar decreto de emergĂȘncia, Bocalom culpa outras gestĂ”es por colapso no transporte pĂșblico

Por EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET 20/12/2021 Ă s 13:26 Atualizado: hĂĄ 4 anos
Foto: ContilNet

Durante coletiva Ă  imprensa realizada nesta segunda-feira (20), o prefeito TiĂŁo Bocalom assinou o decreto que dispĂ”e sobre a situação de emergĂȘncia no serviço de Transporte Coletivo Urbano de Rio Branco.

A decisão foi tomada após uma das empresas que receberam subsídio de R$ 2,4 milhÔes, a Auto Aviação Floresta, abandonar os serviços na capital acreana, deixando sem transporte moradores de diversos bairros, inclusive da Cidade do Povo.

Bocalom culpa outras gestĂ”es por colapso no transporte pĂșblico ao assinar decreto de emergĂȘncia/ Foto: ContilNet

 

“Todos nĂłs sabemos da situação de calamidade do nosso transporte. Vem capengando hĂĄ muito tempo. Outras gestĂ”es nĂŁo tomaram as medidas que deveriam tomar e, por isso, chegamos a essa situação”, comentou o gestor.

O Executivo optou pela suspensĂŁo parcial do contrato com empresa, por atĂ© 120 dias, “por inĂșmeros flagrantes de descumprimentos das disposiçÔes contratuais”.

Bocalom explicou que a RBTrans jå consultou outras empresas que possam ser licitadas para realizar o serviço/ Foto: ContilNet

Bocalom explicou que a RBTrans jå consultou outras empresas que possam ser licitadas para realizar o serviço, entre elas a Transacreana e a Eucatur -, mas ainda não obteve respostas.

As linhas interrompidas nesta segunda sĂŁo: 105 (AmapĂĄ), 106 (Seis de
Agosto/Judia), 117 (Belo Jardim l e 11), 205 (Irineu Serra), 303 (Bahia/CarandĂĄ), 304 (CabreĂșva/Aeroporto Velho), 402 (Floresta) e 703 (Wanderley Dantas).

“A empresa que vier operar as linhas transferidas pelo MunicĂ­pio, o farĂĄ nos termos das ordens de serviços estabelecidas em carĂĄter emergencial e temporĂĄria, nos mesmos moldes e condiçÔes contratuais vigentes”, diz um trecho do decreto.

O prefeito afirmou que a nova empresa licitada deve continuar cobrando o valor de R$ 3,50 por passageiro. Também de acordo com ele, a RBtrans aplicou mais de 2 milhÔes em multa, somente neste ano, devido o não cumprimento de horårios por parte das licitadas.

O prefeito afirmou que a nova empresa licitada deve continuar cobrando o valor de R$ 3,50 por passageiro/ Foto: ContilNet

Antes da pandemia, 140 ĂŽnibus estavam transportando passageiros na capital. ApĂłs a crise gerada pelo novo coronavĂ­rus, o nĂșmero chegou a 47. Atualmente, 72 veĂ­culos circulam pela cidade.

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