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10 janeiro 2022 3:32 pm

Apartamento de David Bowie, que completa seis anos de morte nesta segunda, foi alugado por brasileiros em NY; veja fotos

Projeto de decoração preservou parede marmorizada e camarim banhado a ouro idealizados pelo cantor, que foi homenageado com foto que lembra cenário da Mangueira

POR O GLOBO

Última atualização em 10/01/2022 15:32

Dois apartamentos de David Bowie em Nova York se tornaram icônicos. Bem, tudo vira icônico num raio (literalmente) de poucos metros dentro do planeta Bowie. Não ia ser diferente em seu habitat. Um dos imóveis, com 1.500 metros quadrados, localizado no Soho, foi vendido em julho do ano passado por quase US$ 17 milhões (cerca de R$ 102 milhões na cotação de 2022). O outro fica na região central de Manhattan. Lá ele morou por dez anos , entre 1992 e 2002, com a mulher, Iman. Mais “modesto”, tem 174 metros e vista para o Central Park. Foi comprado em 2017 por chineses que desembolsaram US$ 6,5 milhões (R$ 39 milhões). De bônus, levaram o piano de cauda que o músico tocava na sala de estar.

Camarim de apartamento de Bowie em Nova York: banhado a ouro Foto: Divulgação/Boris Rio / O GLOBO
Camarim de apartamento de Bowie em Nova York: banhado a ouro Foto: Divulgação/Boris Rio / O GLOBO
Um dos três quartos do apartamento: banheiro da suíte virou quarto do pânico durante tempo em que ele viveu lá, de 1992 a 2002 Foto: Divulgação/Boris Rio / O Globo
Um dos três quartos do apartamento: banheiro da suíte virou quarto do pânico durante tempo em que ele viveu lá, de 1992 a 2002 Foto: Divulgação/Boris Rio / O Globo
Obras de artes de jovens talentos brasileiros foram usados na decoração Foto: Divulgação/Boris Rio / O Globo
Obras de artes de jovens talentos brasileiros foram usados na decoração Foto: Divulgação/Boris Rio / O Globo
Pintura marmorizada escolhida por Bowie em algumas paredes foi mantida Foto: Boris Rio / O Globo
Pintura marmorizada escolhida por Bowie em algumas paredes foi mantida Foto: Boris Rio / O Globo
Sofá de veludo vermelho: móvel garimpado pensando no gosto de Bowie Foto: Boris Rio / Agência O Globo
Sofá de veludo vermelho: móvel garimpado pensando no gosto de Bowie Foto: Boris Rio / Agência O Globo
Sala em vários ambientes: imóvel foi vendido em 2017 para chineses por US$ 6,5 milhões Foto: Divulgação/Boris Rio / O Globo
Sala em vários ambientes: imóvel foi vendido em 2017 para chineses por US$ 6,5 milhões Foto: Divulgação/Boris Rio / O Globo
Poltrona na sala de estar do imóvel em que Bowie morou com a mulher Iman Foto: Boris Rio / O Globo
Poltrona na sala de estar do imóvel em que Bowie morou com a mulher Iman Foto: Boris Rio / O Globo
Imóvel tem vista para o Central Park Foto: Boris Rio / O Globo
Imóvel tem vista para o Central Park Foto: Boris Rio / O Globo
Foto original do apartamento, ainda com o piano de David Bowie na sala Foto: Reprodução / O GLOBO
Foto original do apartamento, ainda com o piano de David Bowie na sala Foto: Reprodução / O GLOBO
Camarim de apartamento de Bowie em Nova York: banhado a ouro Foto: Divulgação/Boris Rio / O GLOBO
Um dos três banheiros do apartamento Foto: Reprodução / O GLOBO

Quase dez anos depois o apartamento de três quartos entrou no mercado de aluguéis. O piano saiu de cena, assim como o quarto do pânico que Bowie montou no banheiro da suíte . Foi nesse ponto da história que o um casal de brasileiros — que mora no Rio, trabalha com cinema e prefere não se identificar — se apaixonou pelo imóvel e o escolheu como pouso em temporadas novaiorquinas.

O pouco de Bowie que lá restou foi mantido no projeto de decoração encomendado à cenógrafa Gigi Barreto, da CasaVidaCenário, e ao escritório de arquitetura idipi. Os novos moradores queriam se sentir em casa quando lá estivessem. A palavra de ordem, então, virou brasilidade. Resultado: existe um imóvel em Nova York que junta a pintura marmorizada escolhida por Bowie para algumas paredes e um painel de couro criado por Mestre Expedito Seleiro, artista cearense. Tem o camarim banhado a ouro idealizado pelo pop star e obras de jovens artistas plásticos como o carioca João Incert e o pernambucano Derlon.

— Exótico ou não, tudo o que tinha a mão dele nós preservamos — conta Gigi. — Eu poderia ter escolhido trabalhos de artistas brasileiros de renome internacional, mas preferi pessoas que estão despontando. Acho que Bowie ficaria feliz com a ideia de dar visibilidade a novos talentos.

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