Ănica mulher a se colocar como prĂ©-candidata Ă PresidĂȘncia da RepĂșblica atĂ© agora, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) enfrenta questionamentos recorrentes se sua candidatura Ă© realmente para valer.
A parlamentar responde nĂŁo sĂł que sua postulação ao PalĂĄcio do Planalto é uma âmissĂŁoâ, como minimiza resistĂȘncias que enfrenta dentro da prĂłpria legenda.
Em entrevista Ă coluna, Simone apontou para o senador Renan Calheiros (MDB-AL), seu adversĂĄrio polĂtico interno e defensor declarado do apoio da sigla ao ex-presidente Lula, como o Ășnico a resistir publicamente.
A senadora ressaltou que, como prĂ©-candidata, deve respeitar o posicionamento de Renan, mas argumentou que âele nĂŁo representa hoje a maioriaâ do MDB.
âTenho que respeitar o posicionamento do senador Renan Calheiros, mas ele nĂŁo representa hoje a maioria do partido. Foi o partido que me buscou. E o partido me buscou depois de passar por uma executiva, onde 99% da executiva deliberou âolha, vamos colocar a Simone prĂ©-candidataâ. Eu nĂŁo pedi pra ser prĂ©-candidata, embora seja uma honra para mim. E faço isso com o maior prazer porque eu quero ser presidente da RepĂșblica um dia. Agora, o fato de se ter uma ou duas vozes isoladas nĂŁo enfraquece a nossa candidaturaâ, afirmou a senadora.
Simone ressalta que nenhum presidenciåvel é unanimidade dentro de seu partido. Ela citou o caso do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que pode trocar o PSDB pelo PSD para disputar o Planalto este ano.
âSe for no PSD, se Eduardo Leite vier, ele tambĂ©m nĂŁo vai ter unanimidade, como nĂŁo tem dentro do PSDB. Acabamos de ver uma prĂ©via de onde o partido saiu dividido. Isso Ă© democracia, Ă© saudĂĄvelâ, diz.
A posição de Simone tambĂ©m impacta nas conversas com outros partidos. Na entrevista, ela reforçou que nĂŁo topa ser vice. âPrefiro ser uma carregadora de bandeira do que viceâ, explica.
Assista Ă entrevista:
