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26 junho 2022 7:28 pm

Na retaguarda, Sesacre abre leitos para receber casos de varíola do macaco

As ações prioritárias estão definidas no plano de contingência elaborado pela Sesacre

POR EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 23/06/2022 15:24

Mesmo com apenas um caso suspeito de monkeypox (conhecido como varíola do macaco) diagnosticado no Estado, a Secretaria de Saúde do Acre (Sasacre) já preparou pontos de atenção para tratar possíveis infectados que possam surgir nos próximos dias.

De imediato, três leitos de retaguarda já foram montados no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).

As ações prioritárias estão definidas no plano de contingência elaborado pela Sesacre. A porta de entrada para os casos suspeitos serão as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que tratarão os casos de média complexidade, e o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), Pronto-Socorro, onde serão tratados os casos graves.

“Desde a porta de entrada, classificação, que é prioritária, depois todos exames, e internação, caso necessário, e os leitos, que já estão prontos, tudo está preparado para atender os pacientes”, disse o chefe da Rede de Urgência e Emergência (RUE), Edvan Meneses.

“Os leitos de Retaguarda estão prontos para atender pacientes da capital e interior do estado e toda equipe multidisciplinar está sendo treinada para realizar as ações dentro dos parâmetros de biossegurança”, finalizou.

Descrição da doença e sintomas

A monkeypox é uma doença zoonótica, causada pelo vírus monkeypox do gênero orthopoxvirus, que também inclui o vírus da varíola, em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado.

O período de incubação é de 2 a 17 dias, podendo se estender até 21 dias, quando segue o período de sintomas gripais, que incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, calafrios e exaustão, e geralmente desaparecem espontaneamente.

Com e elevação da temperatura, segue uma linfadenopatia (aumento do tamanho dos gânglios, mais conhecidos como “ínguas”). Essa é a característica marcante da infecção por Monkeypox, que distingue do curso clínico da varíola humana.

Em seguida, vem o período de ‘rash cutâneo’ com lesões de diferentes estágios. A erupção da pele passa por diferentes estágios. Após 2 a 3 semanas, as bolhas secam e as crostas caem. A partir desse momento, não há mais risco de transmissão.

Na maioria das vezes, os casos da doença não agravam. Após o primeiro atendimento na unidade hospitalar, realização dos exames, o paciente é liberado para ficar em isolamento em casa.

Transmissão

O vírus monkeypox é considerado como tendo transmissibilidade moderada entre humanos. A extensão da transmissão comunitária é atualmente desconhecida. No entanto, testes direcionados de indivíduos com tais manifestações clínicas estão começando nos países afetados.

A transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.

Nos casos recentes de maio de 2022, a via provável que está sendo investigada é a sexual. Porém, ainda é preciso mais estudos para comprovação, pois não é uma via usual de transmissão de poxvírus.

Com informações da Agência de Notícias do Acre.

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