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9 agosto 2022 9:00 am

Líder geral do CV e faccionados que iriam matar rivais são presos no AC

POR ITHAMAR SOUZA, PARA O CONTILNET

Última atualização em 27/07/2022 09:42

O conselheiro geral da facção Comando Vermelho (CV) no Acre, Benedito Tavares de Souza, vulgo “Cabelo”, e os outros faccionados Anderson Xavier de Freitas, Michael Pereira de Andrade, Raimundo Ricardo Tavares e Andreiane Aguiar da Cruz, foram presos acusados de porte ilegal de arma de fogo, organização criminosa, tentativa de homicídio e homicídio, na madrugada desta quarta-feira (27), na avenida principal do Conjunto Habitacional Aroeira, na região do Calafate, em Rio Branco.

A polícia prendeu armas e munições com os criminosos/Foto: Reprodução

Segundo informações repassadas a reportagem do site ContilNet, agentes da Polícia Civil, lotados na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com o apoio Equipe de Pronto Emprego (EPE), realizaram uma grande operação que resultou na prisão do conselheiro geral do CV e mais quatro seguranças de “Cabelo”, após os mesmos terem participado de uma reunião de planejamento da facção para matar rivais do Bonde dos 13 da Baixada da Sobral.

De acordo com informações da Polícia Civil, eles estavam monitorando os faccionados e fizeram acompanhamento desde o momento que os criminosos saíram de uma residência no Conjunto Aroeira em dois carros e conseguiram parar os veículos, sendo um HB20 de cor branco e Gol de cor prata. Todos os criminosos foram abordados e receberam voz de prisão.

Conselheiro geral do CV foi preso/Foto: ContilNet

Ainda de acordo com a polícia, dentro do Gol prata estava “Cabelo”, que tem mandado de prisão em aberto por vários crimes, como roubos, tentativas de homicídio, tráfico de drogas, homicídios e ataques a membros da facção rival em Rio Branco. Já no interior, ele teria usado uniforme da Polícia Civil e participado de um triplo homicídio na cidade de Brasileia, na fronteira do Acre com a Bolívia.

O ContilNet também teve acesso a vários áudios de “Cabelo”, onde ele pedia apoio com armas de fogo para vingar a morte do filho dele, que foi morto em uma emboscada praticada pela facção Bonde dos 13 em abril deste ano, no bairro Ayrton Senna, na região da Baixada da Sobral, e até hoje o corpo não foi localizado pela polícia.

“Meus filhos os cara (sic) disseram que fecharam com nós, mandaram eu mandar uma equipe lá para dar apoio, mandei meu filho e mais dois irmãos, quando chegou lá, mano, era uma emboscada, mataram meu filho daquele jeitão, na mó crocodilagem. Meu filho estava aqui na linha comigo, quando a bala torou, estava falando comigo”, disse “Cabelo”.

“Pois é moleque, meu moleque chegou lá, chegaram lá, tá ligado, disse que os caras “que nada mano, aqui é tudo dois, não precisa nem nós está desse jeito não”, disse que quando botaram as armas em cima de uma mesa, que quando meu moleque tirou a arma, a bala da agulha [os projeteis da arma] da pistola dele, saíram dois cara de dentro do quarto atirando no meu filho pow, tá ligado, tudo armado, daquele jeitão só esperando chegar mesmo pra matar os irmãos pow”, continuou.

Por fim, Benedito diz em outro áudio que iriam resolver a situação do seu filho planejando ataques aos rivais, pois até hoje não teve como velar o seu filho, porque sumiram com o corpo.

“Rapaz eu tô ajeitando uma batida aí mano tá ligado, pra resolver essa situação, tá ligado. Pra cobrar essa situação aí do meu filho, até hoje eu não tive o gosto de velar meu filho, porque os caras sumiram com meu filho. Tô fazendo uma batida aí, tô juntando umas armas, tô com uma equipe boa, nós vamos lá pra trazer quem tiver que trazer entendeu mano. É o seguinte meu filho, se tu tiver uma arma pra jogar aí na minha responsa, só a gente terminar essa missão aí, vai ser devolvido moleque, agora o que perder pra polícia também, além de eu perder meu filho, não tem como eu pagar um bagulho que perca pra polícia não, entendeu mano. Quero só cobrar o bagulho do meu moleque lá”, concluiu “Cabelo”.

O conselheiro geral e os outros faccionados foram encaminhados a delegacia especializada, onde serão tomadas as medidas cabíveis e eles ficaram a disposição da Justiça.

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