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15 agosto 2022 8:20 am
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‘Pelado da Dinha’ e ‘Dos Santos’, presos suspeitos de envolvimento nas mortes de Bruno e Dom, chegam a Manaus

Além deles, o suspeito de envolvimento nas mortes Amarildo da Costa de Oliveira, o "Pelado", e o estrangeiro "Colômbia", investigado por uso de documento falso, foram recambiados para capital amazonense no dia 9 de julho

POR G1

Os envolvidos nas mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom PhillipsJeferson da Silva Lima, o “Pelado da Dinha”, e Oseney da Costa de Oliveira, o “Dos Santos”, desembarcaram em Manaus na tarde deste sábado (23), em um avião da Polícia Federal. Eles haviam sido transferidos da delegacia de Atalaia do Norte na quinta-feira (21), para o município de Tabatinga.

A aeronave com Jeferson e Oseney pousou no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na Zona Oeste de Manaus, por volta das 15h, acompanhados por agentes da PF.

De lá, Oseney seguiu para a Superintendência da PF na capital amazonense, onde ficará custodiado. Enquanto Jeferson foi encaminhado para a Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde aguarda uma decisão da justiça para saber para qual presídio será transferido.

“Pelado da Dinha” e “Dos Santos” eram os dois últimos presos que permaneciam no município onde ocorreu o crime. Amarildo da Costa de Oliveira, o “Pelado”, e o estrangeiro “Colômbia”, investigado por uso de documento falso, foram recambiados para capital amazonense no dia 9 de julho.

Investigação

No documento enviado à Justiça, o MPF argumenta que Amarildo e Jefferson confessaram o crime. Diz ainda que a participação de Oseney, apesar de negar envolvimento no crime, foi mencionada em depoimentos de testemunhas.

De acordo com o MPF, já havia registro de desentendimentos entre Bruno e Amarildo por pesca ilegal em território indígena. O que motivou os assassinatos foi o fato de Bruno ter pedido para Dom fotografar o barco dos acusados, o que é classificado pelo órgão federal como motivo fútil e pode agravar a pena dos réus.

A denúncia do MPF aponta ainda que Bruno foi morto com três tiros, sendo um deles pelas costas, sem qualquer possibilidade de defesa, o que também qualifica o crime. Já Dom foi assassinado apenas por estar com Bruno, de modo a assegurar a impunidade pelo crime anterior.

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