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14 agosto 2022 11:51 pm

Sesacre investiga outros possíveis casos de doença de chagas no interior do Estado

A Vigilância em Saúde no Juruá está fazendo pesquisas e vai realizar pesquisa in loco para saber se há outras pessoas com sintomas

POR MARIA FERNANDA ARIVAL, PARA CONTILNET

Última atualização em 04/07/2022 11:35

Após diagnóstico de doenças de chagas em uma criança de 10 anos, no Seringal Liberdade, próximo a Cruzeiro do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) deve investigar se há outros diagnósticos de doença de chagas nas proximidades, por meio da Vigilância em Saúde do Juruá.

Segundo a técnica responsável pela doença de chagas e leishmaniose da Sesacre, Carmelinda Gonçalves, a Vigilância em Saúde no Juruá está fazendo pesquisas e vai realizar pesquisa in loco para saber se há outras pessoas com sintomas. “Mesmo sem sintomas vão fazer todas as lâminas para fazer essa busca e saber se foi pelo vetor ou algum suco da floresta que possam ter tomado e fazer todos os procedimentos que cabem”, explica.

Carmelinda também explica sobre a notificação ao Ministério da Saúde e diz que a Sesacre aciona o Ministério através da notificação imediata. “A gente aciona através da notificação, mas como é algo que você faz a notificação e o tratamento, além de não ser um surto, não é necessário que eles venham até nós”, diz.

Criança diagnosticada

Segundo Carmelinda, a doença de chagas é uma Doença e Agravos de Notificação Compulsória e a Sesacre teve conhecimento sobre o caso no último domingo (5).

“A criança apresentou febre e por isso, achou que era malária, fez a lâmina e para a surpresa apareceu Trypanosoma cruzi, que é o parasita da doença de chagas. Os pais procuraram o Hospital do Juruá e hoje vai fazer uma nova consulta com a criança, tomar todas as medidas e, inclusive, iniciar o tratamento precoce”, explica.

Ainda de acordo com informações da técnica, provavelmente a criança vai ser hospitalizada para fazer todos os exames como o de raio x, para investigar se há algum comprometimento cardíaco e esofágico. Por ser um caso na fase inicial, o tratamento tem sucesso de mais de 70%.

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