Estudante de medicina é preso por induzir crianças a mandarem fotos nuas

Por G1 01/09/2022 Ă s 09:18

A PolĂ­cia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta quarta-feira (31), um estudante de medicina, de 30 anos, suspeito de induzir crianças a enviarem fotos e vĂ­deos com conteĂșdo sexual pela internet. Segundo a corporação, ele agia em jogos virtuais e as vĂ­timas tinham atĂ© 13 anos.

As investigaçÔes começaram em junho do ano passado, após a mãe de uma das vítimas descobrir mensagens de cunho sexual do filho de 12 anos com o suspeito (veja detalhes abaixo). Segundo a polícia, o homem agia no Distrito Federal, no Mato Grosso e em Minas Gerais.

Os investigadores também suspeitam que ele tenha feito vítimas na Bolívia. O estudante estava foragido desde o ano passado, e foi encontrado em uma cidade no Mato Grosso.

Abordagem

Homem Ă© preso por pedofilia, no DF — Foto: PCDF/Reprodução

Homem Ă© preso por pedofilia, no DF — Foto: PCDF/Reprodução

De acordo com a PolĂ­cia Civil, a mĂŁe de uma das vĂ­timas percebeu, em junho do ano passado, que os diĂĄlogos com o suspeito ocorriam hĂĄ um mĂȘs, durante jogos online dos quais o filho participava.

Nas conversas dentro da plataforma e por aplicativo de mensagens, o menor era aliciado pelo homem a enviar fotos nuas, ao mesmo tempo que recebia vídeos e fotografias pornogråficas do suspeito, segundo a corporação.

Os investigadores afirmam que ele usava a influĂȘncia que tinha nos jogos online para convencer as crianças a trocar fotos e vĂ­deos sexuais, com a promessa de colocĂĄ-las em posiçÔes de destaque e receber recompensas no jogo.

Conversas entre homem preso e vítima de 12 anos — Foto: Reprodução

Conversas entre homem preso e vítima de 12 anos — Foto: Reprodução

“Uma vez que conquistava a confiança das crianças, fornecia um nĂșmero de WhatsApp, registrado em nome de terceiros, e passava a enviar e a receber tais vĂ­deos”, afirma a PolĂ­cia Civil.

As investigaçÔes revelaram que o homem usava diversas linhas telefÎnicas, todas registradas em nomes de outras pessoas. Alguns dos diålogos ocorreram na empresa em que o suspeito trabalhava. Ele também convidava menores para fazer sexo em uma casa abandonada em Barra do Garças, em Mato Grosso.

A polícia afirma que ele estudava medicina na Bolívia e retornou ao Brasil para realização de um procedimento médico. No computador dele, havia envio de arquivos suspeitos para pessoas na Bélgica e Bolívia.

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