O ex-presidente Luiz Inåcio Lula da Silva (PT) continua à frente na disputa presidencial de segundo turno, com 47% das intençÔes de voto contra 42% do presidente Jair Bolsonaro (PL), aponta pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (19).
No Ășltimo levantamento, realizado hĂĄ uma semana, o petista tinha 49%, e o atual mandatĂĄrio, 41%. A diferença entre eles, portanto, oscilou de 8 para 5 pontos percentuais. A margem de erro Ă© de dois pontos, para mais ou para menos.
Os que pretendem votar em branco, nulo ou nĂŁo votar se mantiveram em 6%, enquanto os indecisos variaram de 4% para 5%, indica o levantamento, que Ă© financiado pela corretora de investimentos digital Genial Investimentos, controlada pelo banco Genial.
O recuo da diferença entre os dois se explica principalmente pelos movimentos no Sudeste, que concentra 42% do eleitorado. Ali, o presidente oscilou um ponto percentual para cima e marcou 47%, enquanto o petista oscilou dois pontos para baixo e ficou com 39%.
Considerando apenas os votos vĂĄlidos âque excluem os brancos e nulos e sĂŁo usados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para totalizar o resultado das eleiçÔesâ, o petista tem no total 53%, e o presidente, 47% (antes o placar era 54% a 46%).
No primeiro turno, no dia 2, Lula obteve 48,4% dos votos vĂĄlidos, ante 43,2% de Bolsonaro. A terceira colocada, Simone Tebet (MDB), ficou com 4,2% e Ciro Gomes (PDT), com 3%.
Abstiveram-se 33 milhĂ”es de eleitores, o equivalente a 21% do eleitorado do paĂs. Os votos em branco ou nulos para presidente no primeiro turno somaram 5,5 milhĂ”es, o correspondente a 4,4% dos que compareceram Ă s seçÔes eleitorais.
Desde a Ășltima rodada, a Quaest incluiu ainda um novo cĂĄlculo, considerando os eleitores com maior probabilidade de ir votar no dia 30 de outubro. Por essa conta, Lula registra 52,8% dos votos vĂĄlidos, e Bolsonaro, 47,2%.
O modelo de likely voter (eleitor provĂĄvel) foi construĂdo a partir de dados do comparecimento real no primeiro turno desta eleição e de pesquisas anteriores da Quaest, que demonstram uma diferença significativa entre a abstenção declarada e a abstenção real.
A empresa de pesquisa e consultoria ouviu 2.000 pessoas com mais de 16 anos em seus domicĂlios, de segunda (16) atĂ© a noite desta quarta (18). O nĂșmero do registro na Justiça Eleitoral Ă© BR-04387/2022.
A porcentagem de eleitores decididos é numericamente maior entre os que dizem escolher o atual mandatårio (97%), em comparação ao petista (94%). Estão em disputa, portanto, 5% dos lulistas e 3% dos bolsonaristas, sem contar os que não responderam.
Entre os eleitores que votaram em Simone Tebet (MDB) no primeiro turno, a maioria (36%) pretende votar em branco, nulo ou abster-se, 32% estĂŁo indecisos; outros 19% declaram voto em Lula e 13%, em Bolsonaro.
Jå entre os apoiadores de Ciro Gomes (PDT), 41% optam pelo petista e 22%, pelo presidente; 25% declaram voto em branco, nulo ou abstenção.
Outra pergunta feita aos entrevistados aponta que 48% dos que tĂȘm a intenção de votar em Bolsonaro o fariam para impedir a volta do PT ao governo. Enquanto isso, 41% votariam no petista para tirar o atual presidente do poder.
As pesquisas eleitorais são um retrato da intenção dos eleitores no momento em que as entrevistas são feitas, e não uma projeção do resultado eleitoral, que só serå conhecido no dia do pleito, com a apuração oficial.
AtĂ© o instante de apertar o botĂŁo na urna, muitas variĂĄveis podem fazer com que as pessoas mudem de posição. Para fazer uma anĂĄlise mais ampla do cenĂĄrio eleitoral, o eleitor deve levar em conta o conjunto de questĂ”es que os levantamentos abordam, e nĂŁo um Ășnico indicador.
Bolsonaro, aliados e apoiadores tĂȘm criticado os institutos de pesquisa pelas diferenças entre os dados dos levantamentos feitos em dias anteriores Ă votação do primeiro turno e o resultado da eleição divulgado pelo TSE.

