O diretor-geral da PolĂcia Civil do Acre, delegado JosĂ© Henrique Maciel, emitiu nota de repĂșdio, na tarde desta quarta-feira (4), em virtude de um colega seu, Samuel Mendes, ter sofrido crime de racismo dentro de uma Delegacia de PolĂcia no bairro Cidade do Povo, quando exercia seu trabalho, em Rio Branco. O caso foi registrado na terça-feira (3).
De acordo com a nota de repĂșdio e solidariedade do diretor da PolĂcia Civil, um anciĂŁo de 69 anos, cujo nome nĂŁo foi revelado, se recusou a ser atendido na Delegacia pela autoridade policial, por causa da cor de sua pele. Mesmo advertido de que o racismo Ă© crime, o anciĂŁo insistiu em ser atendido por um delegado de cor branca e sĂł restou a Samuel Mendes lhe dar voz de prisĂŁo e encaminhar o acusado para outro delegado, pelo crime de racismo.
O idoso foi à delegacia registrar queixa contra uma vizinha. Passou pela triagem de praxe feita por uma policial civil e foi informado de que um delegado iria ouvi-lo sobre a situação registrada. Mendes foi informado pela servidora sobre o atendimento, foi até o idoso e se apresentou como o delegado.
“Pedi para ele me acompanhar e, quando foi para entrar no gabinete, ele parou, olhou para dentro, e perguntou: ‘mas, cadĂȘ o delegado?’. Eu falei que era o delegado e iria prestar o atendimento. Ele disse: ‘nĂŁo, quero um delegado branco’. Falei que eu era o delegado que fazia o atendimento ali, mas ele repetiu: ‘nĂŁo, quero ser atendido por um delegado branco’. NĂŁo entrou no gabinete e ficou parado na porta”, contou o delegado.
Diante disso, Samuel Mendes chamou um colega de profissão que também atende na unidade, levou o idoso até a sala dele e disse que ele queria ser atendido por um delegado branco.
O delegado Henrique Maciel, ao se solidarizar com o colega, disse ainda que Ă© missĂŁo da PolĂcia Civil combater tambĂ©m o crime de racismo e que Samuel Mendes agiu com responsabilidade e compromisso com a categoria. âManifesto minha profunda indignaçãoâ, disse o diretor.
Veja nota na Ăntegra:

Foto: Reprodução

