Mesmo com mortes, pesquisadores dizem que cachoeira do Abraão tem potencial turístico

Os pesquisadores acreditam que o local tem grande potencial turístico

Pesquisadores do Colégio de Aplicação (CAP), da Universidade Federal do Acre (UFAC), realizou, na última quinta-feira (12), uma coleta de dados na cachoeira do Abraão, em Porto Acre (AC). A ação tem como objetivo, identificar as mudanças socioambientais e estudar o potencial turístico no local.

Imagem: Reprodução

A atividade foi executada em parceria com o Laboratório de Pesquisas Arqueológicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e da Prefeitura de Porto Acre.

A expedição foi organizada pelo professor Reginâmio Lima, em conjunto com outros professores integrantes do Grupo de Estudos Socioculturais da Amazônia e Sobre Terras e Gentes, ligados ao CAP.

Reginâmio Lima informou que, no dia 12 de outubro, a régua de monitoramento do Rio Acre na capital acreana estava com marcação de 1,54 metros; em Porto Acre estava com 3,03 metros. Já nas proximidades da cachoeira, a profundidade média mensurada foi de 6,10 metros a um raio de aproximadamente 60 metros, com poço central de cerca de 8,50 metros de profundidade por cerca de 15 metros de diâmetro.

Cachoeira do Abraão. Foto: Jardy Lopes

Segundo a professora Elizabete Cavalcante a região passa por um período de verão que diminui a quantidade de água. “Há uma drástica redução do volume de águas, deixando os leitos dos rios mais secos. Esses dados precisam ser levados em consideração para garantir a segurança das pessoas que visitam a localidade”, disse.

O professor Arivaldo Oliveira destacou que a localidade pode se tornar uma nova alternativa de lazer e turismo no Estado. “Principalmente durante o período de estiagem ou veraneio amazônico, desde que sejam controlados os índices de contaminação e de poluição das águas do rio Acre”.

A equipe acredita que a cachoeira será intermitente e estabeleceu contato com o secretário municipal de Indústria, Comércio, Meio Ambiente e Turismo de Porto Acre, Raimundo Pessoa, para abertura de diálogo sobre a possibilidade de utilização da área como ponto turístico, proporcionando lazer com segurança para moradores e turistas que visitem a localidade.

Mortes no local

A primeira morte registrada no local foi a do jovem Cauã Ricardo Nascimento Silva, de 19 anos, encontrado pelos bombeiros no último 02 de outubro.

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Cauã, que havia decidido passar um dia de lazer na companhia de familiares e amigos, teve sua vida interrompida de maneira trágica na manhã do último domingo, 01 de outubro, quando, ao tentar dar um mergulho nas águas do balneário, não emergiu mais.

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No último dia 10 de outubro, um jovem identificado pelo nome de Eduardo Lima Silva, de 19 anos, morreu afogado no local. Ele teria tentado atravessar o rio próximo às cachoeiras e, nesse instante, acabou desaparecendo nas águas.

A equipe do Corpo de Bombeiros do Acre (CBMAC) retirou o corpo do jovem após ser acionada por populares.

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