Segurança vai implantar câmeras em fardas de PM do Acre e aguarda verba do Governo Lula

A proposta já foi incluída no Plano Estadual de Segurança Pública do Acre, que foi elaborado guardando estrita observância com o Plano Nacional

Por Matheus Mello, ContilNet 15/01/2024 às 17:03

Na última semana, o Ministério da Justiça informou que deverá publicar uma portaria em fevereiro deste ano, sobre as diretrizes nacionais do uso de câmeras corporais em policiais militares.

Segurança vai implantar câmeras em fardas de PM do Acre e aguarda verba do Governo Lula

A proposta gera discussões dentro da própria corporação/Foto: Reprodução

De acordo com o texto proposto pelo governo federal, as diretrizes têm como objetivo:

  • Estimular a profissionalização dos órgãos de segurança pública;
  • Fortalecer processos de inovação e modernização em segurança pública;
  • Padronizar procedimentos de atuação dos profissionais de segurança pública quanto ao uso de câmeras corporais e gestão dos registros audiovisuais;
  • Qualificar a produção de provas materiais, dentro dos princípios da cadeia de custódia, a partir de registros audiovisuais;
  • Incentivar a utilização de registros audiovisuais para fins de treinamento e aperfeiçoamento técnico;
  • Fomentar estudos científicos para proposição, aperfeiçoamento e avaliação de políticas públicas de segurança;
  • Auxiliar a elaboração e estruturação de ações de interesse da segurança pública;
  • Garantir que as informações coletadas pelos sistemas de registros audiovisuais atendam aos requisitos de disponibilidade, integridade, confidencialidade e autenticidade;
  • Promover a participação social;

No Acre, a medida ainda não é aplicada. Porém, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou ao ContilNet que a proposta já foi incluída no Plano Estadual de Segurança Pública, que inclusive foi elaborado guardando estrita observância com o Plano Nacional e, ainda, com os cuidados referentes à condenação pela Corte Interamericana de Direitos Humanos pelo caso “Favela Nova Brasília”.

“Nesse ponto foi assumido o compromisso de redução de mortes violentas e se destacam 2 eixos principais: uso de câmeras corporais e redução de mortes causadas por intervenção de agentes públicos”, informou a Sejusp.

Segurança vai implantar câmeras em fardas de PM do Acre e aguarda verba do Governo Lula

Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre. Foto: Reprodução

A pasta informou que o Plano Estadual contempla ações no sentido de ser realizado um estudo no que diz respeito à transmissão e armazenamento dos dados. A nota informa ainda que uma proposta já foi devidamente encaminhado ao Ministério da Justiça.

“No momento, a SEJUSP aguarda transferência de recursos do fundo nacional de segurança pública para que seja efetivado o estudo no que diz respeito à aquisição do equipamento, de transmissão e armazenamento dos dados”.

O governo do Acre vai contra às declarações dadas pelo governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, que disse que as câmeras corporais não ‘têm efetividade para o cidadão’.

Na época, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Capelli, rebateu as declarações e defendeu a medida. A proposta, inclusive, gera opiniões diferentes dentro da própria corporação. O ministro disse que é questão de tempo até todos os estados brasileiros aderirem ao uso das câmeras.

Segurança vai implantar câmeras em fardas de PM do Acre e aguarda verba do Governo Lula

Ricardo Cappelli era ministro da Justiça interino/Foto: Reprodução

“A gente tem a convicção de que esse é um processo de convencimento e que a gente vai, paulatinamente, conseguir com que todos passem a estar integrados. Câmera corporal é um caminho sem volta. Eu tenho a convicção de que ele [o equipamento], aos poucos, vai galvanizar porque ele protege a atividade policial. Ele protege o bom policial e ajuda na cadeia de custódia das provas, a consolidar provas. Eu acho que esse é um processo sem fim e tenho convicção de que todos vão acabar aderindo”, disse.

“A câmera corporal, o mais importante não é o equipamento, são os dados que a câmera colhe, por trás da câmera tem os dados. O fundamental é que todos os entes federais tenham um padrão no tratamento desses dados”, completou.

Conteúdo Original / Fonte: Matheus Mello, ContilNet

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