A AgĂȘncia Nacional de Energia ElĂ©trica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (5/3) a redução de atĂ© 37% nos valores das bandeiras tarifĂĄrias â taxas extras cobradas na conta de luz para custear usinas mais caras, quando o quadro de geração apresenta piora no paĂs.
De acordo com a Aneel, a medida foi aprovada para o ciclo de 2023/2024, como resultado do âcenĂĄrio hidrolĂłgico favorĂĄvelâ, alĂ©m da âgrande oferta de energia renovĂĄvel e dos alĂvios verificados no preço dos combustĂveis fĂłsseis no mercado internacionalâ.

Arthur Menescal/Especial MetrĂłpoles
O sistema de bandeiras foi criado em 2015 e mostra o comportamento dos custos variåveis da geração de energia elétrica. Ele usa um mecanismo de cores similar a um semåforo, que vai do verde, passa pelo amarelo e segue até o vermelho, o pior estågio.
Quando a geração de energia por hidrelétricas cai, a Aneel aciona as bandeiras para custear as usinas termelétricas, cuja operação é mais cara. As cores amarela e vermelha representam maior custo para o consumidor na conta de luz.
A Aneel nĂŁo aciona as bandeiras amarela ou vermelha desde abril de 2022. Na ocasiĂŁo, elas foram utilizadas como resultado da crise hĂdrica registrada no ano anterior. A bandeira verde estĂĄ em vigor hĂĄ quase dois anos, sem custo extra para o consumidor, e a estimativa Ă© que continue nessa mesma cor atĂ© o fim deste ano.
A Aneel informou que, agora, se utilizada a bandeira amarela, o consumidor vai pagar 36,9% a menos do que desembolsaria antes. Com a vermelha 1, o valor cai em 31,3% e, com a vermelha 2, em 19,6%.
