Forças Armadas liberam alistamento militar de mulheres pela primeira vez na história

Medida deve passar a valer a partir de 2025; atualmente, mulheres só entram nas Forças Armadas através de escolas preparatórias e não ocupam funçÔes de combate

Por Revista FĂłrum 02/06/2024

A partir de 2025, pela primeira vez na histĂłria, as mulheres poderĂŁo participar do alistamento militar para ingressar nas Forças Armadas do Brasil. O anĂșncio foi feito pelo ministro da Defesa, JosĂ© MĂșcio, que pretende ampliar a participação feminina em posiçÔes de combate no ExĂ©rcito, Marinha e AeronĂĄutica.

A decisĂŁo vem apĂłs o MinistĂ©rio da Defesa realizar estudos diante de um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) em que a Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) questiona o fato de, atualmente, as mulheres serem autorizadas a ingressas nas Forças Armadas apenas para posiçÔes em ĂĄreas como saĂșde, logĂ­stica e manutenção de armas e viatura.

“NĂŁo hĂĄ fundamento razoĂĄvel e constitucional apto a justificar a restrição da participação feminina em corporaçÔes militares. Se o legislador e as prĂłprias corporaçÔes consideram que as mulheres sĂŁo aptas a exercerem os referidos cargos, nĂŁo Ă© plausĂ­vel estabelecer impedimentos ou restriçÔes ao exercĂ­cio desse direito fundamental, sob pena da configuração de manifesto tratamento discriminatĂłrio e preconceituoso”, diz trecho de manifestação da PGR.

Forças Armadas liberam alistamento militar de mulheres pela primeira vez na história

Segundo MĂșcio, diferentemente do alistamento militar masculino, que Ă© obrigatĂłrio, o de mulheres serĂĄ voluntĂĄrio. A inscrição funcionarĂĄ da mesma maneira: poderĂŁo se apresentar a uma das Forças quando completarem 18 anos e, entĂŁo, passarĂŁo um ano em unidade militar, com a possibilidade de seguir carreira na ĂĄrea.

Atualmente, as mulheres podem ingressar nas Forças Armadas apenas através de escolas preparatórias oficiais, sendo que a Marinha permite que elas atuem em åreas mais combativas, como a de fuzileiros navais.

As Forças Armadas brasileiras contam hoje com um contingente de 34 mil mulheres, em um total de 360 mil militares. A inclusão feminina nas Forças Armadas começou em 1980, impulsionada pela Marinha, que foi pioneira nesse processo. Dois anos depois, em 1982, a Força Aérea seguiu o exemplo e abriu suas portas para as mulheres. O Exército, por sua vez, iniciou a admissão de mulheres em suas fileiras em 1992.

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