Mulher é ilibada mais de 40 anos depois de ser condenada a perpétua

Sandra Hemme, de 63 anos, foi condenada pela morte de Patricia Jeschke, funcionĂĄria de uma biblioteca em St. Joseph, no Missouri

Por NotĂ­cias ao minuto 17/06/2024

Uma mulher, natural do estado norte-americano do Missouri, foi condenada a prisĂŁo perpĂ©tua por um crime de homicĂ­dio ocorrido em 1980. Agora, mais de 40 anos depois, viu a sua sentença ser anulada apĂłs um juiz ter considerado que havia provas “claras e convincentes” da sua inocĂȘncia.

Mulher é ilibada mais de 40 anos depois de ser condenada a perpétua

© Reprodução/X

Sandra Hemme, de 63 anos, foi condenada pela morte de Patricia Jeschke, funcionåria de uma biblioteca em St. Joseph, no Missouri. Na época do suposto crime, a mulher era doente psiquiåtrica e incriminou-se a si própria em declaraçÔes à polícia.

Na sexta-feira, o juiz do condado de Livingston, Ryan Horsman, afirmou que as “provas ligam diretamente” o homicĂ­dio de Jeschke a um agente da polĂ­cia local, que foi preso mais tarde por um outro crime e morreu entretanto.

O corpo da bibliotecåria foi encontrado rodeado de sangue, pela própria mãe, que decidiu entrar pela janela do seu apartamento após não ter notícias dela, em 13 de novembro de 1980. A vítima tinha as mãos atadas atrås das costas com um fio de telefone e um par de meia-calça enrolado à volta da garganta. O caso chocou os Estados Unidos.

Segundo a Sky News, Sandra Hemme é a mulher norte-americana que esteve presa injustamente pelo maior período de tempo na história dos Estados Unidos. O juiz ordenou a libertação da mulher num prazo måximo de 30 dias, mas os seus advogados pediram que fosse libertada imediatamente.

“Estamos gratos ao Tribunal por ter reconhecido a grave injustiça que a Sra. Hemme sofreu durante mais de quatro dĂ©cadas”, afirmaram os advogados.

Numa petição entregue em tribunal, os advogados afirmaram que a suspeita, na Ă©poca com 20 anos, estava sedada de tal maneira que “nĂŁo conseguia manter a cabeça direita” ou “articular nada para alĂ©m de respostas monossilĂĄbicas” quando foi interrogada pela primeira vez sobre a morte.

Acusaram ainda as autoridades de terem ignorado as declaraçÔes “extremamente contraditĂłrias” e descartado as provas que implicavam Michael Holman, um agente da polĂ­cia de 22 anos que tentou utilizar o cartĂŁo de crĂ©dito da vĂ­tima no dia em que o corpo foi encontrado.

“Este Tribunal considera que as provas ligam diretamente Holman a este crime e ao local do homicĂ­dio”, afirmou o juiz, frisando que “nenhuma prova, alĂ©m das declaraçÔes pouco fiĂĄveis da Sra. Hemme, a liga ao crime”.

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