Wemerson Fittipaldi, que havia se colocado como candidato a uma vaga na CĂąmara Municipal de Rio Branco pelo PSD, anunciou sua desistĂȘncia da corrida eleitoral de 2024 na manhĂŁ de ontem (26). A renĂșncia foi formalmente protocolada no cartĂłrio eleitoral de Rio Branco.
Fittipaldi Ă© servidor do Instituto Federal de Educação do Acre (Ifac). Antes de ingressar na Rede Federal, atuou como professor em diversos municĂpios, acumulando experiĂȘncias em gestĂŁo, com destaque para os cargos de Diretor Escolar e SecretĂĄrio Municipal de Educação. No Ifac, foi Diretor Geral do Campus Xapuri, Diretor de Administração do Campus Avançado Baixada do Sol, e Diretor Geral (eleito) do Campus Rio Branco.
Atuante na polĂtica hĂĄ muitos anos, Fittipaldi ajudou a eleger vĂĄrios vereadores nas localidades onde residiu e desempenhou um papel importante nas campanhas do ex-prefeito Joais Santos, de Capixaba, e da atual prefeita de Senador Guiomard, Rosana Gomes (PP).
A convite de lideranças do Ifac e do senador PetecĂŁo, Fittipaldi lançou sua candidatura a vereador pelo PSD em Rio Branco. No entanto, durante a campanha, ele relatou sentir-se desrespeitado e desprestigiado pelo senador PetecĂŁo em pelo menos duas ocasiĂ”es. Em decorrĂȘncia disso, decidiu, juntamente com sua famĂlia e seu grupo polĂtico, retirar sua candidatura. Em nota divulgada, Fittipaldi afirmou: âDurante esse processo, percebi a necessidade de reavaliar meus ideais polĂticos e as pessoas com quem deveria caminhar”.
Em entrevista Ă coluna, o ex-candidato destacou que sua relação com o prefeito TiĂŁo Bocalom (PL) jĂĄ dura trĂȘs dĂ©cadas. âMeu objetivo nĂŁo Ă© ser polĂtico; sou servidor federal, tenho projetos sociais, competĂȘncia e lealdade a Rosana Cavalcante (Reitora do Ifac), que me indicou para a candidatura. Aceitei o convite do senador PetecĂŁo com a intenção de ajudar o partido e contribuir, mas nunca tive a intenção de fazer carreira polĂticaâ, afirmou Fittipaldi.
Quando questionado sobre a escolha do PSD, considerando que o apoio do partido a Marcus Alexandre (MDB) parecia quase certo, Fittipaldi esclareceu que, no momento do convite, ainda não havia uma definição sobre o apoio a Marcus Alexandre. O suporte estava se direcionando para o então candidato Alysson Bestene (PP).
Com a desistĂȘncia de Fittipaldi, Ă© provĂĄvel que o PSD nĂŁo consiga eleger nenhum vereador, uma vez que nĂŁo atingirĂĄ o quociente eleitoral. Atualmente, Jeferson Pururuca Ă© o nome mais forte na chapa.
A BRUXA TĂ SOLTA
Na Tenda Amarela de PetecĂŁo, a bruxa estĂĄ solta. Primeiro, houve a saĂda do conselheiro e articulador polĂtico do senador, Professor Coelho. Agora, a chapa de vereadores enfrenta uma baixa significativa.
UNINDO A CATEGORIA
Ao lado do prefeito TiĂŁo Bocalom (PL) e do deputado estadual Arlenilson Cunha (PL), que tambĂ©m o apoia, o candidato a vereador Joabe Lira (UB) divulgou um vĂdeo em suas redes sociais. No vĂdeo, ele convoca a categoria dos policiais penais para uma reuniĂŁo, marcada para a prĂłxima quinta-feira (29), para discutir questĂ”es relacionadas Ă segurança pĂșblica.
EMPATOU
A pesquisa divulgada pela Quaest/TV Acre nesta segunda-feira (26) revela um empate técnico na disputa pela prefeitura de Rio Branco entre os candidatos Marcus Alexandre (MDB) e Tião Bocalom (PL). Bocalom lidera com 44% das intençÔes de voto, enquanto Marcus Alexandre tem 43%. A eleição na capital estå altamente polarizada, e cada dia que se aproxima do pleito pode ser decisivo para o resultado final.
FAKE NEWS
Circula em sites de notĂcias que o candidato a vice-prefeito na chapa do delegado Railson (REP) em FeijĂł pode ter seu registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral devido Ă falta de comprovação do pagamento de uma multa relacionada a um crime eleitoral de quando foi prefeito, em 2009. No entanto, em entrevista Ă coluna, o delegado Railson Silva desmentiu a informação, afirmando que a situação envolvendo seu vice, o ex-deputado Juarez LeitĂŁo (PSD), jĂĄ foi resolvida e que nĂŁo hĂĄ mais dĂ©bitos com a Justiça.
GESTO NOBRE
Na polĂtica, Ă© importante distinguir entre adversĂĄrios e inimigos. Um adversĂĄrio Ă© alguĂ©m que compete ou se opĂ”e em um contexto especĂfico, mas sem necessariamente nutrir um sentimento de hostilidade pessoal. JĂĄ um inimigo Ă© alguĂ©m com quem se tem uma animosidade mais profunda, muitas vezes ligada a conflitos pessoais. Cumprimentar adversĂĄrios durante uma campanha eleitoral pode gerar um impacto positivo junto ao eleitorado, demonstrando respeito e civilidade. Recentemente, testemunhamos exemplos notĂĄveis de cordialidade que ressaltam a natureza ideolĂłgica da disputa polĂtica. Em FeijĂł, os candidatos a prefeito ClĂĄudio Braga (PP) e delegado Railson (REP) se encontraram na rua e posaram para uma selfie juntos. Em Cruzeiro do Sul, o prefeito Zequinha Lima (PP) encontrou sua adversĂĄria, a ex-deputada JĂ©ssica Sales (MDB), em um costelĂŁo e a cumprimentou e abraçou. Esses gestos evidenciam que, apesar das diferenças polĂticas, o respeito mĂștuo e a boa convivĂȘncia sĂŁo possĂveis e valorizados.
JINGLE DA DISCĂRDIA
Em um municĂpio do interior, a disputa pela prefeitura apresenta um cenĂĄrio bem diferente. Em vez de cordialidade, um dos candidatos chegou a utilizar seu jingle para alfinetar o concorrente, evidenciando a acirrada rivalidade entre os dois.
CANDIDATO DO TIGRINHO
Em Rio Branco, tem atĂ© o “candidato do tigrinho” que estĂĄ chamando atenção. Esse tema, que ultrapassa as questĂ”es do parlamento mirim, estĂĄ sendo usado como uma estratĂ©gia de campanha para conquistar votos.
A RESILIĂNCIA DE MAILZA
Quem pensa que a vice-governadora Mailza Assis (PP) se deixou abater apĂłs enfrentar dias turbulentos estĂĄ enganado. No Ășltimo final de semana, Mailza pegou a estrada e viajou atĂ© Manoel Urbano para participar da carreata do prefeito Toscano (PP). Conhecida por sua resiliĂȘncia e força, ela demonstrou que continua firme no projeto dos Progressistas no interior, reforçando seu compromisso em fortalecer o partido.

