Michelle Melo denuncia impunidade em casos de violĂȘncia contra mulheres e propĂ”e lei

Segundo a deputada, Ă© necessĂĄrio assegurar que o ambiente de trabalho no serviço pĂșblico seja livre de assediadores e agressores

Por Ascom 29/10/2024

Em discurso na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), na manhĂŁ desta terça-feira (29), a deputada Michelle Melo (PDT) criticou a falta de ação do sistema de segurança e justiça do Acre em casos de violĂȘncia contra mulheres. Segundo a parlamentar, a impunidade continua favorecendo agressores, deixando as mulheres vulnerĂĄveis atĂ© mesmo dentro de suas prĂłprias casas.

“É inaceitĂĄvel que uma mulher, vĂ­tima de uma violĂȘncia brutal em seu lar, precise recorrer Ă s redes sociais porque nĂŁo encontra respaldo na justiça ou na segurança pĂșblica”, declarou.

michelle melo

Segundo a deputada, Ă© necessĂĄrio assegurar que o ambiente de trabalho no serviço pĂșblico seja livre de assediadores e agressores/Foto: Ascom

Michelle enfatizou que o Acre Ă© um dos estados com maior nĂșmero de casos de violĂȘncia contra mulheres, incluindo violĂȘncia domĂ©stica, estupro e feminicĂ­dios, e que o sistema continua falhando em oferecer proteção. “Nossas mulheres continuam sofrendo agressĂ”es e violĂȘncias das formas mais bĂĄrbaras, e ainda convivem com a insegurança de saber que seus agressores estĂŁo livres. É uma realidade que depĂ”e contra o nosso estado”, afirmou.

A parlamentar que Ă© defensora da proteção das mulheres e seus direitos, anunciou um projeto de lei que impede a nomeação de agressores para cargos pĂșblicos, ampliando o alcance da atual legislação estadual para incluir tambĂ©m crimes contra a dignidade sexual. Segundo a deputada, Ă© necessĂĄrio assegurar que o ambiente de trabalho no serviço pĂșblico seja livre de assediadores e agressores. “Precisamos de espaços seguros para que as mulheres possam exercer suas funçÔes sem temer seus colegas de trabalho e que esses sejam de fato punidos por suas condutas “, disse.

A deputada encerrou seu pronunciamento com um apelo para que polĂ­ticas pĂșblicas de proteção sejam efetivamente executadas, destacando o excelente trabalho da Patrulha Maria da Penha, mas apontando que Ă© preciso mais efetivo e engajamento. “É impressionante a falta de empatia de alguns executores de polĂ­ticas pĂșblicas para com as mulheres”, concluiu Michelle, reforçando seu compromisso com a segurança e a dignidade das mulheres acreanas.

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